8.2.08

Map - Jasper Johns



I will find it.

Bom fim de semana.

É porreiro, pá

Gosto do Simplex. Principalmente "daquela parte" das 14 páginas em 8 impressos que um reformado tem de prencher para se candidatar ao Complemento Solidário Para Idosos.
Nada mais simples. Eu diria até nada mais simplex... É porreiro, pá!

Drama

Filipe quer ser independente. Nilson apoia Filipe. E se calhar repete a dose em Câmara de Lobos. Cardoso diz que há independentes que o querem no Funchal. Fonseca diz que é mas não é candidato a Santa Cruz. Se calhar quer ser. Ou não... Gouveia queixa-se de solidão. Parece que Freitas nunca mais quis ser visto com ele. Não é uma telenovela mexicana. É o PS-Madeira no seu melhor.

Bilhetes de Colares


Em boa hora a Assírio&Alvim decidiu compilar e editar em livro os "Bilhetes de Colares", crónicas assinadas em diversos jornais e revistas, durante 16 anos, pelo embaixador José Cutileiro, sob o pseudónimo A. B. Kotter.

De uma ironia refinada, os textos de Cutileiro confrontam-nos com o Portugal das décadas de 1980 e 1990. São a visão de um conservador que nos ajuda, de forma mordaz, a perceber este país que teima em querer ser moderno.

Altamente aconselhável.

7.2.08

Assembleia da República ou o lugar onde se assassina a democracia!

PS e PSD conseguiram em conjunto, sob o paterno e beneplácito olhar de Cavaco Silva, esventrar uma vez mais a democracia portuguesa, contribuindo irremediavelmente para a descredibilização da classe política. Sufragados programas que defendiam a via referendária para a aprovação do Tratado Europeu, os senhores deputados não tiveram qualquer pudor em mandar às malvas as promessas eleitorais - em nome de um qualquer bem maior, cuja evidência ainda está por demonstrar! -, envergonhando, uma vez mais, aqueles que estão na política em nome de causas. Sinceramente, com sucessivos exemplos destes, começa a custar perder tempo para ir às urnas. E acho que isto já só vai ao lugar quando o povo sair à rua e em força! Porque esta gente não tem qualquer pejo em mentir descaradamente e já não é fácil identificar partidos com causas e projectos políticos que ousem afrontar os interesses instalados, em nome de uma verdadeira democracia.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!

PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.

La Lista Wip

La Lista Wip poderá ser um insuportável exercício de banalidade, como alguns já lhe chamaram, mas poderá eventualmente de ser um indicador, à escala global, daquilo que os consumidores dos países desenvolvidos procuram na net. Encabeçado pela Prisa, o projecto pretende dar a conhecer a lista daqueles que são os "mais procurados" da rede, actualizada diariamente através da utilização de "robots" de busca.

Hoje, encabeçam George W. Bush, com o astronómico número de 278.161.985 referências, seguindo-se Britney Spears e Bill Gates.

No top 10 estão ainda Eminem, Paris Hilton, Elvis Presley (décadas após a sua morte, continua a ser uma das mais importantes marcas globais), Madonna, Giorgio Armani, o engenheiro informático canadiano Francisco Burzi (?) e Mariah Carey.

No top 100 estão nomes como David Beckham (13ª e segundo europeu), Putin, Blair, Bill Clinton, Pamela Anderson, Bin Laden (37º), Messi (o segundo futebolista), Berlusconi, Saddam, ou Busta Rhymes (que encerra).

Como curiosidade, a lista dos "vips" portugueses é encabeçada por três futebolistas. Luís Figo é o primeiro (163º no top mundial), Cristiano Ronaldo (num surpreendente 643º do top mundial) e Maniche (esta, confesso, foi uma surpresa ainda maior, na posição 995 global).

Curiosamente, na posição 5642 a nível global, mas em 10º lugar entre os portugueses, surge... Carlos Pereira, presidente do Marítimo.

É o segundo "madeirense" e, entre os portugueses, está à frente de Siza Vieira, Maria de Medeiros ou do... Cardeal D. Henrique.

Um caso... estranho. Mas que não deixa de ser divertido

6.2.08

Exemplos cristãos


Esta semana celebraram-se aniversários (de morte e de nascimento, respectivamente) de duas incontornáveis figuras da Igreja Portuguesa: S. João de Brito e o padre António Vieira (o primeiro foi morto no dia 4 de Fevereiro de 1693 e o segundo nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1608). Foram contemporâneos, missionários, evangelizadores e mártires. S. João de Brito porque efectivamente foi morto ao defender o Cristianismo; pela sua fé e pela entrega à sua Igreja, o que fez de si um mártir. António Vieira porque foi perseguido, pela própria Igreja que jurou fazer crescer, pelo delito de ter ousado pensar, pela defesa de valores humanistas, que escasseavam por aquela época e porque se recusou a aceitar a inevitabilidade do sofrimento dos outros.
Sei que não teriam sido os melhores amigos: um era ortodoxo, outro progressista. Contudo, com a sua abnegação, espírito de sacrifício e entrega absoluta às suas causas, ambos contribuíram para engrandecer - e de que maneira! - a Igreja portuguesa. Mais, S. João de Brito e António Vieira mostraram aos cristãos o caminho que deve ser trilhado: uma inabalável Fé e luta pela defesa dos direitos do homem que são, afinal, valores intrínsecamente cristãos (enquanto pregados por Cristo).
São os dois exemplos de quase perfeição. Não são, portanto, fáceis de seguir. Mas acho que é nossa obrigação fazer destes dois homens exemplo para a nossa vida.
Gosto de pensar que me sinto influenciado por ambos. Tento, na minha humilde condição, seguir o exemplo que cada um deles nos legou, embora tenha perfeita noção de que estou longe do caminho indicado. Mas ainda assim, numa tão importante (para os cristãos portugueses, naturalmente) semana, gostaria de acreditar que daqui para a frente poderei fazer melhor. A ver vamos...

Life After Vegas


"Life After Vegas", dos Raindogs, data de 2001 e é, na minha opinião, um dos bons discos feitos na última década em Portugal.

Produzido por Chris Eckman (Walkabouts), o disco inclui 10 canções que, em muitos casos, nasceram das observações inscritas nos cadernos de viagem do vocalista (e letrista) Carlos Gonçalves. Um disco "de estrada", onde há melancolia, mas onde o caminho é feito na companhia de quem acredita que há sempre outra vida a começar para se viver.

Em "Life After Vegas", música e texto combinam-se na perfeição, pontuando, ainda mais que nos discos anteriores, o violino de Matt Howden.

Contextualizando, o trabalho de 2001 nasce num momento crítico para a banda. Após os sucessos (junto da crítica e no panorama musical alternativo) de "Raindogs" e de "From Today" - disco que resultou também no lançamento de "Memories of a portable CD"- o vocalista Roland Popp decide regressar à Alemanha (de onde é natural), desligando-se do agrupamento que liderara desde 1997.

Seguiu-se um período de alguma convulsão, até a entrada de Carlos Gonçalves, que deu um impulso decisivo à vida de um dos grandes grupos portugueses da primeira década do século XXI (infelizmente, pouco conhecido junto do grande público).

Escrevo sobre o disco porque está (ou estava até há pouco tempo) em promoção na FNAC. É aproveitar, minha gente.

5.2.08

O mundo, como ele é!

Os caminhos da desumanidade; o trilho que o homem do subterrâneo desenhou. Não deveria ser possível, mas retrata bem o que foi, o que é e, infelizmente, o que há-de vir!
Para reflectirmos todos. Porque o abutre que aguarda pacientemente pela carniça desta criança representa todos nós. E acho que foi esta tomada de consciência; este súbito esbofeteamento da realidade que Kevin Cartner não aguentou!


4.2.08

Quem é que o tornou bacharel???






Aqui estão os belos exemplos da engenharia socrática. E após ver tamanhas obras-primas, que reflectem toda a sua competência, ainda há quem jure que tudo isto é uma campanha montada pela SONAE. O pior cego é mesmo aquele que não quer ver...

Um... mámárrachô!


O mais emblemático entre os projectos que "engenheiro" diz serem dele... Há qualidade quanto baste.

Repare-se no bom gosto dos azulejos. Um "piscar de olho" à tradição portuguesa. Atente-se às duas janelas colocadas lado a lado, em alumínio reluzente. Admire-se a simetria das portas, a concepção volumétrica de todo o conjunto, a integração no ambiente envolvente. Urge tirar o chapéu a quem desenhou semelhante "mámárrachô". E a quem o assinou!

De facto, cada país tem o Sócrates que merece.

2.2.08

Eu, pecador, me confesso

O homem providência, esse misto de D. Sebastião e Maria de Lurdes Modesto, anda a ser perseguido. E eu, desgraçadamente, acreditei na cabala. Ai, pobre de mim!

Garanto-vos que mandarei rezar trinta e três avé-marias pelo amado e impoluto líder. Será a parte visível do preço a pagar pelo meu pecado. E flagelar-me-ei, na cela onde me prenderem, ao som da música de Vangelis, gritando o Acto de Contrição...Ah, chorarei lágrimas de arrependimento, vil criaturinha que fui! E ensurdecerei (é o chamado efeito Vangelis)!

Obrigado, ó Cláudio, por me fazeres ver a Luz!

1.2.08

Com a cidade aos pés

Escrevo com Lisboa aos pés. Estou sentado junto à muralha do castelo de São Jorge e daqui vejo o Rossio, o casario da cidade pombalina, as feias torres das amoreiras e a ponte, a espaços a ponte, envolta numa cortina de névoa.

Daqui oiço a cidade. Ou as milhares de cidades que percorrem à pressa as avenidas.Que enchem o metro. Que correm para o rio. Que vagueiam loucas pelas esplanadas. Que cantam na rua. Que vivem devagar. Que correm. Que mentem. Que falam a verdade.

As cidades brancas que se fecham nos escritórios das Avenidas Novas. As cidades negras que inventam o sol nas periferias. As cidades ilegais que vagueiam a medo à volta do Teatro grande.

Daui vejo o Rossio...

Post-Scriptum: o tipo que inventou a net portátil é um génio...

Um chico-esperto

Sócrates é um chico-esperto. Um aldrabaozeco que aproveita a seu favor as imperfeições do sistema. É a imagem fiel de um Portugal pequeno, com pouca moral e menos carácter. Uma figura a quem um conjunto de erros históricos deu a possibilidade de ser primeiro-ministro.

Sócrates limita-se a ser o rosto dos nossos males. Não a sua causa.

Post-Scriptum: quem se quiser dar ao trabalho de ler o Público de hoje constatará uma de duas coisas: ou a acusação de assinar projectos que não eram dele (Sócrates) durante dez anos é verdadeira, perfigurando-se assim uma situação de crime; ou a acusação é falsa e os ditos projectos são mesmo da autoria do engenheiro, demonstrando uma manifesta incompetência (basta olhar para as fotografias).

Evocação


Evoca-se hoje o centenário do assassinato D'El Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe. Como a História comprovou, o 1 de Fevereiro de 1908 foi um dia negro para Portugal.

Foi o passo decisivo para a implantação de um regime corrupto, que cerceou as liberdades individuais vindas, algumas, das Guerras Liberais. A Primeira Republica, com os seus excessos e desmandos, abriu as portas aos 50 anos de obscurantismo do Estado Novo.

A História não se faz com hipóteses, mas arrisco-me a dizer que com um regime monárquico, Portugal teria, muito mais rapidamente, chegado à Democracia. Não seriam necessários 65 anos de disparates.

A reabilitação da memória de D. Carlos, talvez o melhor estadista da Dinastia de Bragança, não está completa embora, 100 anos depois, a História "oficial" comece a olhar D. Carlos de forma mais correcta.

Aconselho vivamente a biografia escrita por Rui Ramos.

Deve ser impressão

O Rudy abandonou a corrida... Tal como o Jonh Edwards no lado dos democratas. É impressão minha, ou a América perdeu os seus dois melhores candidatos?

Um ministro por engano?

A história corre nos meandros políticos de Lisboa. O novo ministro da cultura é o resultado de um equívoco do gabinete do Primeiro Ministro. Parece anedota, mas não é. Eu explico:

Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.

Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.

Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.

Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...

31.1.08

Praga

Há instantes vinha para casa e estava uma chuvinha muito miudinha.

Confesso que gostava que não existisse pára-brisas no carro.
Queria que a chuva me perfumasse o rosto para sentir o calor do Inverno.

Há muitos dias que não chove!
Há meses que não oiço as gotículas de água tombar do telhado!
Neste momento para escutá-las é necessário fazer silêncio.
………………………………
……………………………………………

Caem com intervalos de horas. Nada que se aproxime das outras vezes, que corri para fugir da chuva.

Recordo-me de uma vez. Estava sentado à porta do Inverno, no início do Verão e foi bafejado com uma tromba de água.
Ainda tentei resistir, mas era tanta que desisti. Cheguei a casa molhado.

De outra vez, dei a minha mão e juntos, desviamo-nos como sapos das poças de água.

Estávamos a fugir do Inverno.

Caso, hoje fosse possível, enfrentava uma tempestade para sentir a chuva.

Infelizmente não chove, e tu não existes, para realizar o meu sonho.

30.1.08

Carta aberta a Carlos Pereira

Caro colega blogger,

antes de mais, deixe que manifeste a minha estranheza pela forma como lançou o seu desafio.
Como sabe, na Conspiração às 7 existem vários bloggers, que frequentemente têm opiniões distintas sobre a realidade, pelo que o texto a que se refere apenas me compromete a mim, que o escrevi. Sabe, também, que todos os textos são assinados, pelo que me pareceu pouco urbano da sua parte não referir o nome do blogger cujos textos foram pretexto para o seu post. A referência "o conspiração" não me parece adequada, uma vez que não foi "o conspiração" que esteve activo na crítica ao governo da República. Todavia, a forma como trata os outros é uma questão que apenas lhe diz respeito a si.

Em segundo lugar, deixe que concorde consigo: efectivamente, a actividade dos outros bloggers e de outros blogs não é algo que lhe diga respeito. Mas deixe que lhe manifeste o meu prazer em registar a sua presença por cá. É sempre muito bem-vindo, ainda que para criticar e reconheço-lhe a si, como a todos os restantes leitores dos meus posts, legitimidade para comentar, fazer observações ou criticar. Tenho me situado neste horizonte teórico, na blogosfera, e ainda não tive qualquer razão para mudar.

Quanto à questão central do meu post e que motivou o seu desafio, deixe que, preliminarmente, lhe diga duas coisas:
1. a minha principal motivação foi fazer uma brincadeira com base na marca "Allgarve";
2. mantenho que esta marca foi uma das maiores patetices que vi até hoje e que apenas beneficiou a empresa que a criou.

Mas já que as razões para esta minha posição não parecem ser claras, passo a enumerar algumas:
1. A marca "Algarve" está consolidada no mercado do turismo há já muitos anos e, como sabe, é até utilizada ilegalmente por nuestros hermanos que promovem o turismo da Andaluzia com base na brand portuguesa;
2. A nova marca pode gerar confusão nos potenciais turistas;
3. Allgarve, a dizer alguma coisa, apenas o faz aos turistas britânicos, uma vez que o prefixo é um inglesismo. Nada diz aos portugueses, espanhóis, franceses e alemães, que, a par com os britânicos, constituem os principais consumidores da marca. Assim sendo, é quase ofensiva para todos estes potenciais clientes;
4. Para qualificar uma oferta ou até um conceito não é necessário reinventar a designação da marca. Todas as grandes marcas reinventam-se, sem alterarem o que as identificam verdadeiramente. Allgarve nada diz sobre a qualificação da oferta que se pretendeu fazer.
5. Apenas é necessário criar brands artificiais, quando não ainda não existe uma natural (com todo o potencial da marca Algarve);
6. Por último, corre-se o risco dos estrangeiros deixarem de (re)conhecer a designação correcta da região e acontecer o que já acontece com o Porto (Oporto), por exemplo. Não é grave, mas não me parece que devamos incentivar as incorrecções. Diz-se que a marca não muda o nome da região, mas ver-se-á o que acontecerá dentro de alguns (poucos) anos. Veremos se continuarão a escrever algarvios em vez de allgarvios.

Assim sendo, caro companheiro, não vejo em que é que a minha brincadeira crítica poderá pôr em causa o "desenvolvimento ou o bem-estar das pessoas" algarvias (ou allgarvias?!).

Quanto à sua crítica sobre a realidade da oferta turística madeirense ("se é que se pode chamar ao marasmo, aos atropelos, às lutas pessoais, às associações em pé de guerra, aos grupos empresariais sofregamente delapidando o capital turístico da região e ao desordenamento territorial, de politica!!!") deixo-lhe mais duas notas:
1. a sua descrição aplica-se soberbamente ao turismo algarvio (já lá esteve, não?);
2. reconheço a pertinência e a legitimidade de algumas observações. Agora afirmar que na Madeira há "marasmo", tenha lá paciência! Não conheço nenhuma região do país com tantos carnivals como a Madeira. Enumere-me apenas uma e ficarei satisfeito.

Por último, respondo ao seu desafio lançando-lhe outro em forma de duas perguntas:
1. diga de sua justiça qual é a mais-valia da brand Allgarve;
2. aponte objectivamente os principais problemas de que padece o turismo madeirense (mas deixe as generalidades e os lugares comuns de parte. Eu também gosto muitos deles, mas, then again, sou apenas um cidadão anónimo).

Receba os meus cordiais cumprimentos,

SG

29.1.08

Ops, mais um TPC?!

Os TPCs (tempinhos para clarificar) são sempre bem-vindos, que nós cá sabemos reconhecer o magister. Ainda que por vezes a clarificação não seja dirigida a nós, mas a outros alunos da turma. E sabemos bem que isso acontece... demasiadas vezes!

Precisamos de novos dirigentes

Este Post que o Gonçalo escreveu há uns tempos causou algum alarido na blogosfera madeirense, com diversos bloggers e anónimos, de forma directa ou mais sub-reptícia, a manifestarem a sua opinião sobre a pergunta central. Genericamente, todos atribuíram a responsabilidade à governação social-democrata madeirense.
A verdade é que o problema da emigração vai muito além da realidade madeirense e dificilmente se pode atribuir a responsabilidade ao governo de Alberto João Jardim. Veja-se o exemplo dos milhares de emigrantes que procuraram em Espanha novas oportunidades, que não encontram em Portugal. Quem de nós não conhece alguém, madeirense ou não, que emigrou?
Portugal torna-se cada vez menos um local apetecível para se viver. Em Portugal escasseiam as oportunidades. Esta não é uma exclusividade madeirense, para mal de todos os nossos pecados. Se fosse, bastaria alterar a política (ou os políticos). Nem sequer estou certo que a culpa seja dos irresponsáveis governos de Guterres. Acho que o problema é mais profundo e deriva do famoso salve-se quem puder e uma certa pose de novo-riquismo tipicamente portugueses. Enquanto outros - leia-se Irlanda, Espanha e mesmo a Grécia - investiam, nós aproveitávamos os fundos europeus para plantar jipes. Outros apostavam na modernização da sua indústria, Portugal viu nascer ferraris sem paralelo a nível europeu. Desperdiçámos todas as oportunidades que nos foram dadas e hipotecámos o futuro, em benefício de meia dúzia. Aliás, apesar dos lucros estrondosos apresentados pela banca, continua o Zé Povinho a subsidiá-la, demonstrando bem que o principal óbice a algum enriquecimento do país reside na classe empresarial que temos. Não ganhamos tanto? Exija-se benefícios financeiros; baixe-se os salários; diminua-se os direitos sociais. Tem sido sempre esta a lógica do tecido empresarial. E já nem a famigerada falta de qualificação justifica, uma vez que muitos dos actuais emigrantes têm formação e outros, sem quaisquer habilitações - que em Portugal seriam desterrados para um qualquer programa tipo Novas Oportunidades - são óptimos operários em Espanha, em França, na Alemanha. O problema, o verdadeiro problema deste país é toda a classe dirigente.Tivéssemos nós os políticos britânicos, os empresários alemães e a criatividade suíça e seríamos um paraíso.

Já agora...

Para quando a substituição do árido ministro das Obras Públicas e do inábil ministro da Economia?

Sócrates vaiado? Não... II

Vaiado, não! Só assim como que uns assobios...


Via Maisevora

Correia de Campos demite-se...

... só é pena que tenha sido tão tarde!

27.1.08

Sócrates vaiado? Não...

Não foi vaiado, não senhor. Aquilo fora e dentro da Arena eram os comunistas disfarçados de familiares dos novos formandos das Novas Oportunidades que quiseram dar uma ideia errada sobre o que pensam as populações do nosso D. Sebastião.
Tudo para fazer passar vergonha esse novo salvador da pátria que dá pelo nome de Sócrates!

Achei piada à notícia da TSF, que referiu que dentro da Arena de Évora ouviram-se aplausos. Só se foi na bancada onde se reuniram os petit socialistes locais, porque o que se ouviu foi um coro de assobios. Mas o jornalista estava distraído...

Nova marca turística?


Será que depois desta ideia, no mínimo patética, de quem dirige os destinos do Turismo em Portugal, irá nascer the new tourism brand All Entejo?

25.1.08

Nova Lei Eleitoral Autárquica.

Ontem, dia 24 de Janeiro, o movimento de Cidadãos por Lisboa, liderado por Helena Roseta promoveu um acção de esclarecimento acerca do projecto de lei, para a alteração da Lei Eleitoral para as Autarquias Locais, intitulada "O que vai mudar na nova Lei Autárquica?".
Foram vários os oradores convidados, a saber: Presidente da ANAFRE; o deputado do CDS/PP Nuno Melo; o deputado do BE Francisco Louçã; o deputado do PS Mota Andrade e o politólogo André Freire. Eu, como interessada pela matéria e estudiosa dos sistemas eleitorais e representação política, compareci!
As eleições têm como objectivo a conquista do voto, mecanismo principal da instituição da representação política, estabelecendo-se, por esta via a relação entre governantes e governados, permitindo o funcionamento da democracia e de tornar eficaz "a voz dos cidadãos enquanto vontade popular" (art.1º da CRP).
É com base na legislação eleitoral, que as regras do jogo da competição política são estabelecidas, e que configuram o tipo de dinâmica ao nível das estratégias da campanha eleitoral, bem como são passíveis de gerar alterações no comportamento do eleitorado.
Em relação a este projecto de lei apresentado pelo PS/PSD e já aprovado na generalidade tenho a minha opinião. Este diploma têm no âmbito da sua argumentação legislativa, a eficiência e a eficácia dos governos municipais. Ora bem, os estudos evidenciam (Manuel Meirinho Marins) que existe uma grande estabilidade e condições de governabilidade muito elevadas nos municípios: 90% dos exexutivos municipais são com a lei em vigor, maioritários; em 30 anos de Democracia, o poder local apenas registou 20 eleições entrecalares (a maioria em situações de coligação)...
As razões evocadas para alteração da Lei Autárquica ainda requerem algum rigor, na medida em que aquilo que este projecto de lei pretende introduzir é o presidencialismo do chefe do executivo, que é eleito através da lista mais votada, e depois escolhe de entre os eleitos da sua lista, os elementos que irão integrar a vereação da Câmara. O que acontece por exemplo, no munícipio de Lisboa que tem mais de 100.000 eleitores, serão eleitos 12 vereadores pela lista mais votada + o presidente da Câmara, e a oposição apenas obterá 5 mandatos que terá depois de ser distribuido entre a oposição de acordo com os resultados eleitorais.
Estes dois item são alguns dos pontos argumentativos para a mudança da lei. Em meu entender , o caminho deveria ser a parlamentarização do executivo, reforçando as atribuições e competências das Assembleias Municipais para com o executivo, e não o seu esvaziamento, por forma a uma maior responsabilização e accountability do executivo camarário.
Este projecto de lei, atribui ao governo municipal um poder discricionário enorme, permeia a desporporcionalidade do sistema eleitoral, e acima de tudo consigna um bonús na atribuição da vitória. Basta a obtenção de 30% dos votos, para obter 51% dos mandatos.
Em suma, a minha posição em relação a esta matéria é muito clara: a lista mais votada e com a respectiva maioria na Assembleia Municipal, forma o governo municipal. A assembleia Municipal, neste caso, será o garante do funcionamento e fiscalizador da actividade do executivo municipal. Espero que sejam realizados alguns ajustes em sede de especilidade, e que este projecto de lei, determine o reforço e a qualidade da democracia.

24.1.08

Não sabem? Eu explico!

Sobre este, este e este post e as perguntas que neles constam, apenas uma resposta: estão em S. Bento, enviados pelo PS-Madeira (se bem que um já retornou à base, não foi?)

Servilismo e subserviência , ou puro lambe-botismo?

Já repararam que os bloggers com actividade política gostam de manter os títulos académicos e/ou profissionais, mesmo quando escrevem para a blogosfera. Ele é Sr. Dr., ou Arqº., ou Sr Deputado, à boa moda do servilismo do Estado Novo! Só ainda não percebi se é mesmo apenas por servilismo e subserviência, se por puro lambe-botismo, não vá um dia precisarmos deles. Mas acho piada. A patetice, por vezes tem piada...

Contando, ninguém acredita!

Até há dois ou três anos pagávamos multas por ultrapassar as quotas de produção de leite atribuídas a Portugal. Hoje anunciam-se aumentos de 10 cêntimos ao litro devida à falta de produção. Ora, os versados em economia que pela blogosfera abundam expliquem-me lá que puta de economia e que puta de estratégia é esta?

22.1.08

Pateta alegre III

Não tem nada a ver, não tem nada a ver, mas a verdade é que estas notícias vão se sucedendo a um ritmo vertiginoso. Ora que é uma idosa que morre à espera da sua vez; ora são b ebés que vão nascendo nas ambulâncias; ora é uma criança que morre às portas do hospital de Anadia; ora é um doente que morre a caminho do hospital porque o SAP da sua localidade foi encerrado; ora são doentes crónicos obrigados a trabalhar, ora... Pois é, Yo no creo en brujas, pero... ...que las hay, hay!

PS - Gostava, sinceramente, de saber como sairá este ministro da Saúde com a sua consciência! Sairá tranquila?!

Pateta alegre II

Num momento delicado para milhares de portugueses, quando o futuro não se avizinha nada fácil, éis que o presidente da República promove um roteiro da cultura. Pertinente e urgente, sem dúvida.
Mas Cavaco Silva ainda consegue fazer pior (!): vai ao encontro das populações questionar a legitimidade das manifestações contra uma política de saúde que - a bem dizer e para evitar adjectivar em demasia - não tem ponta por onde se pegue e que não responde às suas aspirações e anseios.
Apetece perguntar: em que raio de mundo anda o nosso presidente? É que a época natalícia terminou com os Reis. Vai sendo tempo de olhar para a realidade do país!

Pateta alegre

Quando todos os líderes de governo da Europa estão pessimistas relativamente à crise do mercado de capitais, Sócrates, qual pateta alegre, destoa e mostra-se confiante.
Será para levar a sério um primeiro-ministro como este?

20.1.08

Afinal, não é assim tão mau!

Afinal, de acordo com a SIC (acho eu), a maior parte dos visitantes da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) elegeu a Madeira como o melhor destino turístico nacional. É uma boa notícia e acalma-me. É que estava a ficar preocupado com as opiniões veiculadas na blogosfera madeirense. De repente, parecia que o destino Madeira era o mais horrendo do mundo. Parece que, afinal, muitos portugueses não pensam assim!

Roubada daqui

19.1.08

Augusto Santos Silva, ou ...


Diz que é uma espécie de Goebbels... mas sem a inteligência, a capacidade retórica, a cultura e a eficácia do ministro da propaganda nazi. De semelhante, apenas o facto de ambos tentarem defender o indefensável!

BTL!

A Bolsa de Turismo de Lisboa é um certame que decorre na Feira Internacional de Lisboa, todos os anos no mês de Janeiro. Esta feira tem como objectivo dar a oportunidade aos operadores turísticos apresentarem os seus produtos. Este ano o enfoque turístico centrou-se em duas regiões portuguesas: Madeira e Açores.
Tive a oportunidade de visitar a feira, e logo à entrada do 1º pavilhão, vislumbra-se logo o stand megalómano da Madeira. Uma estrutura fantástica, apelativa! Ainda assim, com uma adesão pouco siginificativa... Um espaço enorme, mas vazio, onde os únicos atractivos foram alguns prospectos da Madeira e Porto Santo, uma representação do IVBAM, mas sem vinhos nem bordados(no mínimo estranho!), e uma provas dos produtos regionais produzidos pela Empresa de Cervejas da Madeira. Já no pavilhão 4, encontramos a gastronomia típica das várias regiões , a Madeira apostou na Escola de Turismo e Hotelaria da Madeira para mostrar o melhor da nossa gastronomia, e fez muito bem!
No 1º dia da BTL, decorreram algumas palestras sobre o destino Madeira, com o intuito de promover e atrair outros segmentos de mercado, nomeadamente o Continental, mas a adesão não correspondeu às expectativas. Nesse mesmo dia, a Madeira ofereceu um jantar num edifício requisitado à República, o Convento do Beato! Com a remodelada Casa da Madeira em Lisboa, será que não faria sentido utilizá-la , depois de tanto investimento? Há coisas fantástica, não há?
Em relação à outra região em destaque, os Açores, a realidade que presenciei foi diferente. O stand apresentava as várias valência do produto turístico Açores: turismo ecológico; aquático; romântico etc. As várias empresas da àrea estavam lá representadas; ofereciam aos visitantes alguns doces típicos (queijadas de vila-franca, bolos levedos, os queijos...), alguns jogos com ofertas de brindes, e até havia happy hour do famoso gin tónico do Peter Café!!
Considero que a BTL é uma aposta ganha, constitui um excelente instrumento de marketing gestionário com o intuito de cativar novos consumidores do nosso país, para conhecer as nossas maravilhas , incentivando o "vá para fora cá dentro"! É também um óptimo veículo para os que os outros países divulguem os seus produtos turísticos, e pelo menos fazermos uma viagem virtual aos nossos destinos de sonho! A minha viagem de férias de verão, começa a ser planeada a partir de agora... Jamaica aqui vou eu!!

16.1.08

Bem prega frei Tomás...

Este Armando Vara não foi aquele gestor socialista de elite que se formou nesse outro Palácio da Sabedoria que deu pelo nome de Universidade Independente? Com dois tão nobres ex-alunos (Sócrates e Vara), porque é que fecharam aquela soberba instituição de ensino?

PS - Mas atentem à notícia. O homem saía apenas se fosse eleito. Que é como quem diz, se não há uma mama, há outra! Este gajo tem mérito? Não brinquem comigo...

Menos pobres?! Ninguém diria!

Só não é de levar às lágrimas, porque é de pessoas que estamos a falar. Mais uma vez, a puta da estatística a trabalhar para negar uma evidência. Há cada vez mais pobres em Portugal e hoje mesmo muitos cidadãos que trabalham estão votados à pobreza. Algo que não acontecia há 25 anos. Tudo o resto não passa de engenharia de números. Tudo o resto é pura demagogia... treta para pacóvios ouvirem!

E o burro sou eu?!

A culpa deve ser minha, mas por vezes não entendo que altos desígnios nacionais exigem que a palermice e a estupidez sejam a matriz de algumas tomadas de decisão do PSD. Hoje critica-se, amanhã assobiamos para o ar. Quase que começo a achar que a solução para este país não reside em nenhum dos partidos do centrão. É que dá vontade de radicalizar...

Redundância

Se o povo madeirense quiser independência, será o povo a solicitá-la e que lutará por ela! É o que acontece com qualquer povo que exige a sua autodeterminação.

Nove anos

Pelo nono ano consecutivo os funcionários públicos do país perderão poder de compra. Depois dos anunciados milagres económicos, financeiros e tecnológicos, eis a realidade crua que nos aguarda depois do governo falhar clamorosamente mais uma previsão relacionada com a inflação.

Os prognósticos governamentais continuam pelos vistos no domínio do totoloto: lançam-se uns números e fica-se à espera que a sorte nos saia, sem grande trabalho e com a confiança vã que ninguém dê pelo assunto. Claro está que quem sofre com as sucessivas imprecisões são os do costume, cada vez mais habituados a contar os tostões para pagar prestações sem fim à vista. Permanecemos assim no domínio do paranormal. Há anos que ouvimos falar de crise, de sacrifícios, de reformas, de medidas, de projectos, de desejos, do agora é que é. Passam-se os anos, passam-se os ministros e os primeiros-ministros, passam-se as políticas e tudo continua igual ao de sempre: muito longe da União Europeia, saturados pelas medidas de cosmética que não nos auguram nada de novo para o futuro, mas com a inusitada esperança que algo nos vai segurar e remediar. Continuar assim não é apenas uma triste sina: é um traço pronunciado de que não aprendemos nada. Nem queremos aprender.

Silêncios comprometedores

Há silêncios que revelam bem a disposição das pessoas e a cumplicidade instituída nas cúpulas do dinheiro que depois traz poder, que depois traz dinheiro e que depois traz mais poder (e assim sucessivamente, não se sabendo bem se nasce primeiro o ovo ou a galinha). Na mais mediática eleição bancária de sempre, a lista vencedora nem se deu ao trabalho de explicar à arraia-miúda (um evidente incómodo) as linhas gerais que preconiza e que defende para o futuro do BCP. Santos Ferreira não apareceu (não era preciso), e um tal de Vara não se atreveu explicar coisas que muito provavelmente desconhece (não vá a montanha parir um rato).

No final da peça, o governo lá conseguiu o que queria: influenciar, e ganhar, as eleições num banco privado, ao mesmo tempo que mantém toda a sua omnipresença no banco público. As regras do jogo democrático encontram-se outra vez subvertidas graças a esta mentalidade mesquinha que prolifera pelo nosso país e que coloca o papel do Estado no centro da nossa vidinha mundana. No fundo, a ideia que passa é que tudo deve sempre depender do Estado, da sua anuência e da sua boa-vontade. Não há vida sem Estado. Lamentavelmente, o triste espectáculo que por agora termina, mais não é do que (mais uma) imagem fiel do nosso triste e endémico atraso.

Talvez seja Mentira

Roque Martins, ex-director da Segurança social, continua a sua cruzada.

Depois de ouvir cobras e lagartos sobre o homem. (É quase sempre assim quando alguém cai em desgraça nesta terra), disseram-me que almoçou no restaurante Clássico - Duas Torres - a semana passada.

Nada de mais, caso não partilhasse a mesa com João Carlos Gouveia – Presidente do PS-Madeira.

Roque Martins nunca negou as ligações ao Partido Socialista nacional. Dizia-se próximo de António Guterres.

Imagino o teor da conversa. Talvez passou pelos polémicos números da pobreza e pela atribulada demissão.

Roque Martins talvez tenha confessado a João Carlos Gouveia que apenas 800 idosos estavam até ao final de 2007, a receber o “Complemento Solidário para o Idoso”. As estimativas da Segurança Social liderada pelo próprio Roque apontavam para um universo bem maior de potenciais beneficiários. Estavam em condições de auferir da ajuda do Estado 30 mil madeirenses.

Caso o almoço não tenha sido regado de vinho, João Carlos Gouveia também terá sido informado que, a Madeira é das regiões do país, com a mais baixa taxa do Rendimento Social de Inserção. Nos Açores, há por exemplo, o dobro dos habitantes a receber o vulgarmente chamado rendimento mínimo garantido, apesar dos índices de pobreza, por concelho, serem idênticos nos dois arquipélagos.

A mesma pessoa que os viu disse que o líder socialista estava com um ar estupefacto. De certeza que Roque aproveitou o momento, a sós, para impressionar Gouveia. Terá dito algo do género - que a taxa de requerimentos para o Rendimento Social de Inserção não acompanhava o número de deferimentos das pessoas que pediam ajuda à segurança social.

É óbvio que os números são manipuláveis. Talvez nunca tenha existido o dito almoço. Talvez nunca se saiba o teor da conversa a dois.