"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
7.3.08
Tudo louco III
Sinceramente, acho que o pior que podia acontecer a Portugal seria a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues. Porque enquanto a senhora se mantiver como ministra, o governo vai cozendo em lume brando. Para gáudio e alegria dos verdadeiros democratas e a bem da nação!
Tudo louco II
A ministra da Educação, para além de classificar os professores de incompetentes e mandriões, ainda os considera incapazes e estúpidos. Porque só à luz desta sua concepção, é que podemos entender as suas afirmações de que os professores estão a ser manipulados e que só se manifestam porque não perceberam bem o modelo de avaliação.
Quer dizer, esta que se está a revelar como a maior manifestação de unidade da classe, transversal às ideologias políticas e aos partidos portugueses, deve-se, no entender da sr. ministra, à burrice e imbecilidade dos professores. Está bem, está...
Quer dizer, esta que se está a revelar como a maior manifestação de unidade da classe, transversal às ideologias políticas e aos partidos portugueses, deve-se, no entender da sr. ministra, à burrice e imbecilidade dos professores. Está bem, está...
Tudo louco
Ontem ouvi um deputado "socretino" defender que os professores são uma classe de mentirosos, utilizando as afirmações menos felizes ou mesmo imbecis de alguns docentes. Como se alguém reconhecesse legitimidade aos políticos (e muito especialmente aos apoiantes deste governo) para fazerem juízos de valor sobre quem quer que seja na sociedade portuguesa.
6.3.08
O romance da minha vida
Um país que prefere a tirania à incerteza merece todo o tipo de tirania.
A frase, dita por uma das personagens da obra O Romance da Minha Vida, do cubano Leonardo Pandura, é a chave para se entender a percepção do autor sobre a ilha.
O Romance da Minha Vida é uma longa viagem por Cuba. Pela Cuba de Herédia, o poeta exilado. Pela Cuba recém liberta de Espanha. Pela Cuba actual.
A trágica história da ilha é contada por dois exilados, Herédia, que fugiu em 1823, Fernando, que fugiu de Fidel. E escrita por um exilado. É uma espécie de viagem circular num espaço imutável.
5.3.08
"Contrapeso da Maioria"
Voltou à agenda política/parlamentar madeirense, o respeito pelo Estatuto e Direitos da Oposição. É um tema pouco recorrente, mas de forma latente é todos os dias lembrado!
O artigo 114º, nº 1 e 2 da CRP, configura o reconhecimento explícito da Oposição, ao balizá-la como um desígnio constitucional, “os partidos políticos participam nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo, de acordo com a sua representatividade eleitoral”, e como corolário “ é reconhecido às minorias o direito de oposição democrática, nos termos da Constituição e da lei”.
A Lei 24/98 nº2 concretiza , ao entender “por oposição a actividade de acompanhamento, fiscalização e crítica das orientações políticas do Governo ou dos órgãos executivos das regiões autónomas e das autarquias locais de natureza representativa”.
A Região Autónoma da Madeira, regista ao longo de três décadas um ambiente político bastante estável. É no quadro das democracias contemporâneas europeias, a única Região que mantém o mesmo partido e inclusive o mesmo chefe governativo no exercício do poder.
Isto constitui uma situação atípica, e um caso particular num país democrático, um partido político (PSD) ser unicamente uma solução governativa e ao nível parlamentar nunca ter experimentado o papel de oposição.
Isto constitui uma situação atípica, e um caso particular num país democrático, um partido político (PSD) ser unicamente uma solução governativa e ao nível parlamentar nunca ter experimentado o papel de oposição.
A figura do Regimento da Assembleia Legislativa Regional da Madeira, institui as normas de funcionamento da actividade parlamentar, e muitas vezes é desenhado (alterado normalmente em cada legislatura) para beneficiar as maiorias que suportam os executivos bem como condicionar o exercício da actividade parlamentar da Oposição.
Quanto a este tema, informo que até ao final do ano de 2008 estará disponível um estudo sobre a Oposição Parlamentar na Assembleia Legislativa Regional da Madeira. Aguardem pelas conclusões!!
3.3.08
Tão bom, tão bom, que ninguém lhe pega...
As reformas feitas pelo Ministério da Educação são tão boas que até a inefável Ana Benavente (recordam-se daquela secretária de Estado que achava que a Filosofia não fazia falta aos currículos do secundário?) opõe-se a elas.
Por outro lado, os mesmos socialistas que teciam loas aos governos de Guterres e aos ministérios de Marçal Grilo e Oliveira Martins são os mesmos que agora aparecem a atacar a ex-secretária de Estado. O que diz muito acerca do que é ser socialista em Portugal!
Por outro lado, os mesmos socialistas que teciam loas aos governos de Guterres e aos ministérios de Marçal Grilo e Oliveira Martins são os mesmos que agora aparecem a atacar a ex-secretária de Estado. O que diz muito acerca do que é ser socialista em Portugal!
Basta que sim!
Cavaleiro andante era o outro, o senhor. Eu cá estou mais para Sancho Pança, o Gordo!
Mas já ia sendo tempo, não Miguel?!
Quanto às tuas posições, digo-te que o problema não está apenas o nível da avaliação, conforme queres fazer crer. O receio vai muito mais além: o regime de autonomia das escolas; as transferências de competências para as autarquias; a forma prepotente como esta equipa ministerial impõe as suas decisões; a precipitação desta ministra, que age antes de pensar, que elogia antes de avaliar. E não te esqueças, daquela brilhante ideia que encerrará muitos dos conservatórios de música deste país e impedirá a formação musical de milhares de jovens.
O problema desta equipa ministerial e as constantes manifestações que contra si são organizadas não se prende apenas com a avaliação: são tantas as más medidas que custa lembrá-las todas!
Mas já ia sendo tempo, não Miguel?!
Quanto às tuas posições, digo-te que o problema não está apenas o nível da avaliação, conforme queres fazer crer. O receio vai muito mais além: o regime de autonomia das escolas; as transferências de competências para as autarquias; a forma prepotente como esta equipa ministerial impõe as suas decisões; a precipitação desta ministra, que age antes de pensar, que elogia antes de avaliar. E não te esqueças, daquela brilhante ideia que encerrará muitos dos conservatórios de música deste país e impedirá a formação musical de milhares de jovens.
O problema desta equipa ministerial e as constantes manifestações que contra si são organizadas não se prende apenas com a avaliação: são tantas as más medidas que custa lembrá-las todas!
2.3.08
Cinema

A minha última viagem ao cinema foi para ver “Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street”, de Tim Burton.
É um filme de uma extraordinária realização. Cada plano é um autêntico quadro. Nada foi deixado ao acaso. A ausência de cor dá-lhe a dimensão estética e dramática necessária para a pesada narrativa.
Minto. Há uns riscos de cor, mas só surgem a meio do filme. Quando o excepcional barbeiro inglês do século XIX, interpretado por Johnny Depp, coloca em marcha um maquiavélico plano para aniquilar o mal em troca do bem. O problema é que o ajuste de contas transforma-se num rosário de crueldade.
É nesta altura que as cenas ganham cor. Um vermelho explosivo que salta do ecrã e suja os telespectadores. Alguns não resistem à violência das imagens, e tentam, com as mãos, esconder o que os olhos desejam ver.
Há muito sangue neste filme. Há muita violência, muita vingança.
Será que esta estória poderia ser filmada de outra forma??? Acho que não.
“O Terrível Barbeiro de Fleet Street” é um documento único. A história nasceu na Londres do início do século XIX. Não existem provas. Apenas relatos orais que passaram de geração em geração, até que alguém adaptou a lenda ao teatro e depois ao cinema (1926 primeiro filme). Agora resurgiu através das mãos de Tim Burton. Recordo-me de "Existenz". Já tem alguns anos. Talvez 10. Uma vez mais foi engolido por esta envolvente história, cantada, (o filme é um musical) que me encantou.
Não lhe mudava nada. A obra é quase perfeita.
É um filme de uma extraordinária realização. Cada plano é um autêntico quadro. Nada foi deixado ao acaso. A ausência de cor dá-lhe a dimensão estética e dramática necessária para a pesada narrativa.
Minto. Há uns riscos de cor, mas só surgem a meio do filme. Quando o excepcional barbeiro inglês do século XIX, interpretado por Johnny Depp, coloca em marcha um maquiavélico plano para aniquilar o mal em troca do bem. O problema é que o ajuste de contas transforma-se num rosário de crueldade.
É nesta altura que as cenas ganham cor. Um vermelho explosivo que salta do ecrã e suja os telespectadores. Alguns não resistem à violência das imagens, e tentam, com as mãos, esconder o que os olhos desejam ver.
Há muito sangue neste filme. Há muita violência, muita vingança.
Será que esta estória poderia ser filmada de outra forma??? Acho que não.
“O Terrível Barbeiro de Fleet Street” é um documento único. A história nasceu na Londres do início do século XIX. Não existem provas. Apenas relatos orais que passaram de geração em geração, até que alguém adaptou a lenda ao teatro e depois ao cinema (1926 primeiro filme). Agora resurgiu através das mãos de Tim Burton. Recordo-me de "Existenz". Já tem alguns anos. Talvez 10. Uma vez mais foi engolido por esta envolvente história, cantada, (o filme é um musical) que me encantou.
Não lhe mudava nada. A obra é quase perfeita.
1.3.08
Os 6 da manifestação
Eu cá escondia-me e nunca mais aparecia em público nem em nada. A manifestação desta semana dos professores madeirenses convocada por sms e email, com concentração na escola Jaime Moniz, teve a adesão de 6 docentes (seis, por extenso). Nem a mais reles associação de estudantes, nem os amigos da bisca seriam capazes de tão pouco.
O que estes “destemidos” (e enganados) não entenderam é que na Madeira os docentes, grosso modo, estão satisfeitos com a legislação regional, com as suas carreiras, vencimentos, condições e expectativas profissionais. Tudo porque, convém dizê-lo, o Governo Regional não os destratou nem quis fazer “uma revolução” num só dia.
Escusado será virem os do costume com a lenga-lenga das represálias, de que “na Madeira é diferente”, de que não convém “fazer ondas”, enfim. Isso é conversa. Ou são contra, e iam à Jaime Moniz às 17 horas, ou são a favor, e não apareciam, como de resto fizeram 6 mil e tal educadores.
O que estes “destemidos” (e enganados) não entenderam é que na Madeira os docentes, grosso modo, estão satisfeitos com a legislação regional, com as suas carreiras, vencimentos, condições e expectativas profissionais. Tudo porque, convém dizê-lo, o Governo Regional não os destratou nem quis fazer “uma revolução” num só dia.
Escusado será virem os do costume com a lenga-lenga das represálias, de que “na Madeira é diferente”, de que não convém “fazer ondas”, enfim. Isso é conversa. Ou são contra, e iam à Jaime Moniz às 17 horas, ou são a favor, e não apareciam, como de resto fizeram 6 mil e tal educadores.
Adesão, porra
A propósito duma manifestação um jornalista duma rádio madeirense (se me perguntarem digo qual) afirmou que “houve pouca aderência” à dita.
Filhinho de Deus, usa-se adesão quando se trata de pessoas, e aderência quando se trata de objectos. Para a 4ª Classe já.
Filhinho de Deus, usa-se adesão quando se trata de pessoas, e aderência quando se trata de objectos. Para a 4ª Classe já.
Em bom alentejano: não queres ir apanhar nas nalgas, pois não?
Ouvi hoje um Sr. da CONFAP (Confederação das Associações de Pais e Encarregados de Educação) exigir aos docentes que parem com a sua luta, em prol dos alunos. Que esta gentinha está feita com o governo da República, já todos havíamos percebido aquando das polémicas sobre as aulas de substituição (que, estou convencido, começou por ser a primeira cedência do ME à CONFAP para depois contar com este apoio) e as Actividades de Enriquecimento Curricular. Agora, esta entidade vir exigir à classe que termine a luta, evocando, cobarde e ilegitimamente um eventual superior interesse dos alunos, que não estaria salvaguardado, começa a ser demais! Até parece que os alunos estão a ser prejudicados pela legítima luta dos docentes!...
Este é mesmo um daqueles casos que apetece atirar com toda a retórica da real pergunta: e tu, por qué no te callas?
Este é mesmo um daqueles casos que apetece atirar com toda a retórica da real pergunta: e tu, por qué no te callas?
Serenidade ou submissão?
"Cavaco Silva apela à serenidade!"
A serenidade de fala o Sr. Presidente, estamos todos fartos de conhecer. Quer é a sumissão. Quer que pare a luta dos docentes e que estes não criem mais "ondas". Todos nós sabemos que o Sr. Presidente gosta de ambientes pacíficos, onde o governo impõe e o povo engole sem mais. Pois parece-me, Sr. Presidente, que desta vez o Sr. está com azar!
A serenidade de fala o Sr. Presidente, estamos todos fartos de conhecer. Quer é a sumissão. Quer que pare a luta dos docentes e que estes não criem mais "ondas". Todos nós sabemos que o Sr. Presidente gosta de ambientes pacíficos, onde o governo impõe e o povo engole sem mais. Pois parece-me, Sr. Presidente, que desta vez o Sr. está com azar!
29.2.08
Os Carrascos da RTP
O PSD arrisca-se a ser o carrasco da Televisão Pública Portuguesa.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
28.2.08
Parabéns!
Tive conhecimento da obra das Piscinas das Salinas, em Câmara de Lobos, através do Zaragata no Calhau. Parece ser mais uma intervenção notável, da autoria do madeirense Paulo David - já premiada, com o Prémio Internacional de Arquitectura em Pedra de 2007 -, que já nos tinha deliciado com a Casa das Mudas . Para ver um slideshow, clique aqui.Parabéns ao arquitecto, que já não surpreende mas continua a impressionar, pela qualidade dos seus trabalhos.
E agora?
E agora, que farão (e que dirão e que escreverão) aqueles que tanto atacam a RTP-M ao constatarem que, afinal, até têm mais tempo de antena que o partido que sustenta o Governo e que o próprio Executivo?
O estudo hoje apresentado pelo Diário é revelador. Mas reina um silêncio pela blogosfera... Nada condizente com o discurso de vitimização que é feito há uns tempos.
O estudo hoje apresentado pelo Diário é revelador. Mas reina um silêncio pela blogosfera... Nada condizente com o discurso de vitimização que é feito há uns tempos.
27.2.08
Sócrates dixit
"A ministra da avaliação"?! Hum...! Será que ela também irá avaliar o desempenho do governo?
26.2.08
Educação, segundo o Partido Socialista
O menino faltou ao teste? É excêntrico!
O menino não quer estudar? É reflexivo!
O menino não respeita as regras? É um revolucionário consciente!
O menino não quer saber matemática? É homem de letras!
O menino não sabe escrever na língua materna e dá muitos erros? Quer reinventar a língua (quem sabe, um potencial Saramago ou Lobo Antunes?)!
O menino não conhece Gil Vicente? Também já está morto!
O menino não sabe fazer cálculos? Existem as máquinas calculadoras!
O menino não gosta de geometria? Está mais para Paula Rêgo!
O menino comporta-se mal? Porque é que não usa estratégias mais lúdicas?
O menino não aprende? A culpa é sua, que não sabe ensinar!
Quer chumbar o menino? Porquê? Ele não é responsável por não saber!
O menino não trabalha? Não é carneiro!
O menino não quer ser avaliado? É pragmático!
O menino manda-a foder-se? É original!
O menino não quer estudar? É reflexivo!
O menino não respeita as regras? É um revolucionário consciente!
O menino não quer saber matemática? É homem de letras!
O menino não sabe escrever na língua materna e dá muitos erros? Quer reinventar a língua (quem sabe, um potencial Saramago ou Lobo Antunes?)!
O menino não conhece Gil Vicente? Também já está morto!
O menino não sabe fazer cálculos? Existem as máquinas calculadoras!
O menino não gosta de geometria? Está mais para Paula Rêgo!
O menino comporta-se mal? Porque é que não usa estratégias mais lúdicas?
O menino não aprende? A culpa é sua, que não sabe ensinar!
Quer chumbar o menino? Porquê? Ele não é responsável por não saber!
O menino não trabalha? Não é carneiro!
O menino não quer ser avaliado? É pragmático!
O menino manda-a foder-se? É original!
Facilismo? Não...!
Novas Oportunidades e currículos alternativos serem promotores do facilitismo? Não...!
Para obter um diploma de 9º ano até é necessário saber elaborar um dossiê! Como é que alguém pode, em boa consciência, acusar estas medidas pioneiras de promoverem uma cultura de facilitismo? Só mesmo, por muita má fé!
PS - Para os pseudo-especialistas em educação, deixo o repto (e não o réptil, que seria o que alguns merecem) de falarem com alguém que esteja envolvido (mas não dependa) nas Novas Oportunidades e no sistema de RVCC. Pode ser que passem a ter uma ideia mais precisa da imbecilidade com que estão revestidas.
Para obter um diploma de 9º ano até é necessário saber elaborar um dossiê! Como é que alguém pode, em boa consciência, acusar estas medidas pioneiras de promoverem uma cultura de facilitismo? Só mesmo, por muita má fé!
PS - Para os pseudo-especialistas em educação, deixo o repto (e não o réptil, que seria o que alguns merecem) de falarem com alguém que esteja envolvido (mas não dependa) nas Novas Oportunidades e no sistema de RVCC. Pode ser que passem a ter uma ideia mais precisa da imbecilidade com que estão revestidas.
Onde Sancho vê moinhos, D. Quixote vê gigantes*
Onde os socialistas viram uma ministra da Educação capaz, esclarecedora, eu vi um ser humano acossado que perante qualquer crítica mais contundente sacava da cartilha já utilizada pelo PM: as aulas de substituição, o inglês no 1º ciclo, a escola a tempo inteiro, novas oportunidades. Três anos de governo e a Educação resume-se a isto. Com a agravante de não haver qualquer avaliação séria destas medidas, para ver da sua bondade!
* Roubado a António Gedeão
* Roubado a António Gedeão
Não estou de luto pela Educação
Há pelo menos três décadas que os professores vivem alheados da Educação que verdadeiramente se pratica na Europa. Faziam de conta que eram avaliados. Chegavam todos sem o menor esforço ao topo da carreira (caso único, mesmo único, na administração pública europeia). Não respondiam, na prática, a qualquer chefia. Nunca quiseram partilhar decisões relevantes, nem com autarquias, nem com privados, nem com pais, de quem até desconfiavam.
E mais. As suas competências não eram questionadas e jamais foram associadas aos resultados escolares dos alunos, e vice-versa. Nunca se preocuparam com a proliferação das Escolas Superiores de Educação (há quase uma por aldeia em Portugal) que debitaram no sistema educativo milhares de comprovados imbecis. Estiveram, e estão, capturados e disseminados por mil e um sindicatos, situação que não tem paralelo em nenhuma classe profissional dita “altamente qualificada” do nosso país.
Um país atrasado, pouco qualificado, sem indústria, sem tecnologia, sem design, com baixos indicadores económicos, com péssimos resultados escolares comparativos em termos europeus (sobretudo nas ciências exactas, conforme os relatórios PISA) é coisa que não preocupa os professores e é coisa sobre a qual também parecem não ter a menor culpa.
Para quem viu o último “Prós e Contras” dedicado à Educação, e para quem, como eu, já perdeu a paciência para o senso comum e para a “sociologia de bolso” dos professores, a única coisa que lhes recomendo, à falta de melhor, é que leiam “O Diário de Sebastião da Gama”, ilustre professor dos anos 50 que muitas lições ainda nos dá.
Razões tenho eu agora para não estar de luto pela educação. Pois, apesar da atabalhoação, do Ministério da Educação começam finalmente a chegar ideias razoáveis.
E mais. As suas competências não eram questionadas e jamais foram associadas aos resultados escolares dos alunos, e vice-versa. Nunca se preocuparam com a proliferação das Escolas Superiores de Educação (há quase uma por aldeia em Portugal) que debitaram no sistema educativo milhares de comprovados imbecis. Estiveram, e estão, capturados e disseminados por mil e um sindicatos, situação que não tem paralelo em nenhuma classe profissional dita “altamente qualificada” do nosso país.
Um país atrasado, pouco qualificado, sem indústria, sem tecnologia, sem design, com baixos indicadores económicos, com péssimos resultados escolares comparativos em termos europeus (sobretudo nas ciências exactas, conforme os relatórios PISA) é coisa que não preocupa os professores e é coisa sobre a qual também parecem não ter a menor culpa.
Para quem viu o último “Prós e Contras” dedicado à Educação, e para quem, como eu, já perdeu a paciência para o senso comum e para a “sociologia de bolso” dos professores, a única coisa que lhes recomendo, à falta de melhor, é que leiam “O Diário de Sebastião da Gama”, ilustre professor dos anos 50 que muitas lições ainda nos dá.
Razões tenho eu agora para não estar de luto pela educação. Pois, apesar da atabalhoação, do Ministério da Educação começam finalmente a chegar ideias razoáveis.
Portos da Madeira
Segundo uma cadeia de supermercados, nacional a operar na Madeira, os produtos são 15% mais caros na região.Nem a diferença do da taxa do IVA (continente 21%; região 15%), esbate o custo da operação portuária.
Contas feitas, quer isto dizer que estamos perante uma inflação da ordem dos 21%. (15% - custo a mais para o transporto das mercadorias marítimas + 6% que é a diferença do IVA).
Até quando????????????
Um dos melhores debates na Assembleia, senão é o melhor e o mais oportuno.
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Albânia,
assaltos à mão armada
25.2.08
24.2.08
Estaremos atentos?!
Jesus deixou a Judeia e voltou para a Galileia. Tinha de atravessar a Samaria. Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia.
Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-Lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?»
Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» (...)
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.»
Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-l’O em espírito e verdade.» Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.
Evangelho segundo São João (Jo 4, 3-42)
Porque em tempo quaresmal é necessário lembrarmo-nos a razão de sermos cristãos! E para que não nos esqueçamos que a maior parte do tempo agimos como a samaritana. Sem ouvir o que nos é dito!
Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-Lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?»
Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» (...)
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.»
Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-l’O em espírito e verdade.» Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.
Evangelho segundo São João (Jo 4, 3-42)
Porque em tempo quaresmal é necessário lembrarmo-nos a razão de sermos cristãos! E para que não nos esqueçamos que a maior parte do tempo agimos como a samaritana. Sem ouvir o que nos é dito!
Porque alguns pulhas pretendem negar!
É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.
E o motivo, ele assim explanou: " Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".
Relembrando:
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
Este e-mail está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus,20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados , mortos de fome e humilhados , enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
A intenção em enviar este email, é que ele seja lido por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o email para o mundo todo.
Não o apague. Você gastará, apenas, um minuto do seu tempo a reencaminhá-lo.
Recebi por correio electrónico. Publico porque é importante não esquecermos o que acontece, quando a humanidade é objectivável!
E o motivo, ele assim explanou: " Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".
Relembrando:
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
Este e-mail está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus,20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados , mortos de fome e humilhados , enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
A intenção em enviar este email, é que ele seja lido por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o email para o mundo todo.
Não o apague. Você gastará, apenas, um minuto do seu tempo a reencaminhá-lo.
Recebi por correio electrónico. Publico porque é importante não esquecermos o que acontece, quando a humanidade é objectivável!
22.2.08
Ainda a propósito da selecção
Jorge:
Desta vez, não poderia estar mais em desacordo contigo.
Em primeiro lugar porque não seria pedido ao Marítimo, ao Nacional ou ao União para deixarem de participar nos "nacionais" de Portugal. Nem seria lógico que o fizessem. Como saberás, a existência de uma federação não implica que os emblemas madeirenses fiquem impedidos de competir em outros campeonatos. Os maiores clubes de Gales, por exemplo (um deles, de nome Wrexam, até eliminou o Porto numa edição da antiga Taça dos Campeões Europeus, se bem te recordas) jogam nas ligas profissionais de Inglaterra. Mas podem atingir a UEFA através da Taça do País de Gales (o bendito do Wrexam jogava na quarta divisão inglesa quando enviou directamente o "FCPÊ" para um melodrama que durou meses).
Mais recentemente, o Celtic de Glasgow e o Glasgow Rangers estudaram a hipótese de abandonar a liga escocesa, começando a participar na mais rentável liga inglesa. A ideia não está, de todo, posta de parte.
Em segundo lugar, os resultados desportivos nunca podem ser um factor importante para a decisão, como de resto compreenderás - a hipótese da selecção da Madeira participar num "europeu" ou num "mundial" é pouco mais que utópica. A análise da proposta deve ser feita segundo parâmetros meramente económicos. Caso sigas esse caminho, verás que representa uma excelente ideia para a promoção da Região. Um investimento com retorno garantido.
Se fizesses um teste, perguntando quantos portugueses conheciam o Leichenstein ou São Marino antes de nos termos cruzados com eles em desequilibradas jogatanas de futebol, verias que não eram assim tantos. É óbvio que os habitantes dos dois micro-estados estão-se a borrifar para o assunto, não precisam de portugueses para nada, mas isso é outra conversa...
Imaginas quantas reportagens se publicam na semana em que joga a selecção inglesa focando o jogo, a equipa "deles", a equipa adversária, o país (ou Região) onde jogarão o Lampard e companhia, falando sobre tudo e nada? São, meu caro Jorge, milhares.
Sabes que em média um jogo da selecção inglesa é acompanhado por mais de 100 jornalistas e técnicos que se deslocam ao país (Região) e ao estádio onde a equipa joga?
Sabes que em média mais de 5.000 ingleses assistem, em qualquer estádio do mundo, aos jogos da sua selecção? E que os 90 minutos são transmitidos, em directo ou em indeferido para vários canais de TV britânicos e para centenas de canais de TV dos cinco continentes? E que resumos dos jogos são transmitidos para milhões de espectadores espalhados pelo globo? Sabes quantas horas de televisão (para seguir o exemplo que te dei) mas também quantas páginas de jornais, quantas horas em rádios, quanto tráfego na net isso representaria para a Madeira? Sabes quanto seria necessário investir para ter tamanha cobertura mediática através de outro acontecimento qualquer?
Num "grupo normal de qualificação" jogaríamos contra cinco ou seis adversários. Teríamos, fatalmente, de defrontar um (ou dois) cabeças de série (tirando Portugal, são todas equipas do primeiro mundo, a saber: Itália, França, Alemanha, Espanha, etc). Repara o que representaria, em termos de promoção, jogar contra um destes adversários...
Exemplifico-te olhando o grupo onde está inserido Portugal na próxima fase de qualificação para o "mundial":
jogamos contra a Suécia, a Dinamarca, a Hungria, a Albânia, Malta e o Cazaquistão. Se reparares, os único países que não representam mercados turísticos apetecíveis são a Albânia (felizmente, digo eu) e a terra adoptiva do Borat!
É óbvio que qualquer madeirense que se preze vai continuar a torcer afincadamente pela selecção portuguesa. E eu também. É óbvio que a "praça euro" continuará a encher de cachecóis verdes e vermelhos. É óbvio que cada jogo de Portugal irá ser seguido na Madeira em clima de algazarra colectiva.
Não me parece que a rapaziada das Ilhas Faroé queira ser independente só porque uma equipa os representa desgraçadamente em competição.
Só num país como Portugal, que atribui ao futebol uma importância que manifestamente não tem, se pode pensar que um bando de rapazes de azul e amarelo contribuirá para "minar" a unidade nacional. A unidade nacional, como saberás, meu caro amigo, não tem como pilar (ou pelo menos não deveria ter) uma selecção de futebol (que ainda por cima, em breve, mais basileiros que portugueses).
Creio que é tempo de olharmos de forma inteligente para o Desporto e para as vantagens promocionais que a associação ao fenómeno potenciam. É corrente dizer-se que o futebol é um dos meios mais eficazes para dar a conhecer todos os tipos de marcas, bens ou serviços. Mas eu acrescento que só o é para as marcas que conseguem rentabilizar de forma inteligente (desculpa a repetição) a associação ao jogo, às selecções, aos clubes ou aos agentes, canalizando os seus investimentos para os meios que melhor comuniquem os valores que cada marca individualmente comporta.
Quanto a afirmações feitas sobre o assunto em outros blogs, que nada têm a ver contigo, revelam só uma coisa: ignorancia pura sobre o que é "promoção".
Abraço, camarada. Vou deixar a caixa de comentários aberta, excepcionalmente, para ti, se quiseres responder.
Gonçalo
Desta vez, não poderia estar mais em desacordo contigo.
Em primeiro lugar porque não seria pedido ao Marítimo, ao Nacional ou ao União para deixarem de participar nos "nacionais" de Portugal. Nem seria lógico que o fizessem. Como saberás, a existência de uma federação não implica que os emblemas madeirenses fiquem impedidos de competir em outros campeonatos. Os maiores clubes de Gales, por exemplo (um deles, de nome Wrexam, até eliminou o Porto numa edição da antiga Taça dos Campeões Europeus, se bem te recordas) jogam nas ligas profissionais de Inglaterra. Mas podem atingir a UEFA através da Taça do País de Gales (o bendito do Wrexam jogava na quarta divisão inglesa quando enviou directamente o "FCPÊ" para um melodrama que durou meses).
Mais recentemente, o Celtic de Glasgow e o Glasgow Rangers estudaram a hipótese de abandonar a liga escocesa, começando a participar na mais rentável liga inglesa. A ideia não está, de todo, posta de parte.
Em segundo lugar, os resultados desportivos nunca podem ser um factor importante para a decisão, como de resto compreenderás - a hipótese da selecção da Madeira participar num "europeu" ou num "mundial" é pouco mais que utópica. A análise da proposta deve ser feita segundo parâmetros meramente económicos. Caso sigas esse caminho, verás que representa uma excelente ideia para a promoção da Região. Um investimento com retorno garantido.
Se fizesses um teste, perguntando quantos portugueses conheciam o Leichenstein ou São Marino antes de nos termos cruzados com eles em desequilibradas jogatanas de futebol, verias que não eram assim tantos. É óbvio que os habitantes dos dois micro-estados estão-se a borrifar para o assunto, não precisam de portugueses para nada, mas isso é outra conversa...
Imaginas quantas reportagens se publicam na semana em que joga a selecção inglesa focando o jogo, a equipa "deles", a equipa adversária, o país (ou Região) onde jogarão o Lampard e companhia, falando sobre tudo e nada? São, meu caro Jorge, milhares.
Sabes que em média um jogo da selecção inglesa é acompanhado por mais de 100 jornalistas e técnicos que se deslocam ao país (Região) e ao estádio onde a equipa joga?
Sabes que em média mais de 5.000 ingleses assistem, em qualquer estádio do mundo, aos jogos da sua selecção? E que os 90 minutos são transmitidos, em directo ou em indeferido para vários canais de TV britânicos e para centenas de canais de TV dos cinco continentes? E que resumos dos jogos são transmitidos para milhões de espectadores espalhados pelo globo? Sabes quantas horas de televisão (para seguir o exemplo que te dei) mas também quantas páginas de jornais, quantas horas em rádios, quanto tráfego na net isso representaria para a Madeira? Sabes quanto seria necessário investir para ter tamanha cobertura mediática através de outro acontecimento qualquer?
Num "grupo normal de qualificação" jogaríamos contra cinco ou seis adversários. Teríamos, fatalmente, de defrontar um (ou dois) cabeças de série (tirando Portugal, são todas equipas do primeiro mundo, a saber: Itália, França, Alemanha, Espanha, etc). Repara o que representaria, em termos de promoção, jogar contra um destes adversários...
Exemplifico-te olhando o grupo onde está inserido Portugal na próxima fase de qualificação para o "mundial":
jogamos contra a Suécia, a Dinamarca, a Hungria, a Albânia, Malta e o Cazaquistão. Se reparares, os único países que não representam mercados turísticos apetecíveis são a Albânia (felizmente, digo eu) e a terra adoptiva do Borat!
É óbvio que qualquer madeirense que se preze vai continuar a torcer afincadamente pela selecção portuguesa. E eu também. É óbvio que a "praça euro" continuará a encher de cachecóis verdes e vermelhos. É óbvio que cada jogo de Portugal irá ser seguido na Madeira em clima de algazarra colectiva.
Não me parece que a rapaziada das Ilhas Faroé queira ser independente só porque uma equipa os representa desgraçadamente em competição.
Só num país como Portugal, que atribui ao futebol uma importância que manifestamente não tem, se pode pensar que um bando de rapazes de azul e amarelo contribuirá para "minar" a unidade nacional. A unidade nacional, como saberás, meu caro amigo, não tem como pilar (ou pelo menos não deveria ter) uma selecção de futebol (que ainda por cima, em breve, mais basileiros que portugueses).
Creio que é tempo de olharmos de forma inteligente para o Desporto e para as vantagens promocionais que a associação ao fenómeno potenciam. É corrente dizer-se que o futebol é um dos meios mais eficazes para dar a conhecer todos os tipos de marcas, bens ou serviços. Mas eu acrescento que só o é para as marcas que conseguem rentabilizar de forma inteligente (desculpa a repetição) a associação ao jogo, às selecções, aos clubes ou aos agentes, canalizando os seus investimentos para os meios que melhor comuniquem os valores que cada marca individualmente comporta.
Quanto a afirmações feitas sobre o assunto em outros blogs, que nada têm a ver contigo, revelam só uma coisa: ignorancia pura sobre o que é "promoção".
Abraço, camarada. Vou deixar a caixa de comentários aberta, excepcionalmente, para ti, se quiseres responder.
Gonçalo
O espírito “pidesco”
A notícia do DN dando conta de que se fuma numa sala do Teatro Municipal, entretanto emprestada ao Club Sports Madeira, é do que há de mais serôdio no cidadão madeirense, sobretudo aquele que já fez uma viagenzinha a Londres e que tem mais do que o 12º ano.
O voyerismo para com quem fuma não tem limites. Nem o bom senso também, pois até se deram ao trabalho de, empoleirados não sei onde, tirar uma fotografia de um tipo com um cigarro na boca. Por momentos ainda vasculhei a foto a ver se não era um cigarro mas um charro, ou se se estava a passar outra “coisa” por debaixo da mesa. Mas conclui que era só um cigarrinho.
Depois, implicitamente, ainda há o argumento do incêndio. Se a sede do Club se incendiou, o teatro também se pode incendiar, já que uns “criminosos” de cigarro na mão e isqueiro no bolso a frequentam.
E por que é que esta é uma “denúncia” sorrateira e mal vinda? Primeiro, os sócios que por lá andam, que se saiba, nunca se queixaram. Segundo, o espaço, embora público, está reservado a privados. Terceiro, como bem se sabe, bridge e fumo (para quem é fumador) são como que copo e vinho.
O que devia fazer confusão, e não faz, é ver todos os fins-de-semana miúdos e miúdas de 13 e 14 anos a pedirem e a beberem todos os tipos de álcool, puros ou disfarçados, nos bares e discotecas da Madeira.
Aos jornalistas que fazem estas notícias ainda lhes vou pedir que um dia me mostrem o seu caixote do lixo.
PS: dispenso lições sobre os malefícios do tabaco bem como exemplos de políticas adoptadas nos países mais desenvolvidos.
O voyerismo para com quem fuma não tem limites. Nem o bom senso também, pois até se deram ao trabalho de, empoleirados não sei onde, tirar uma fotografia de um tipo com um cigarro na boca. Por momentos ainda vasculhei a foto a ver se não era um cigarro mas um charro, ou se se estava a passar outra “coisa” por debaixo da mesa. Mas conclui que era só um cigarrinho.
Depois, implicitamente, ainda há o argumento do incêndio. Se a sede do Club se incendiou, o teatro também se pode incendiar, já que uns “criminosos” de cigarro na mão e isqueiro no bolso a frequentam.
E por que é que esta é uma “denúncia” sorrateira e mal vinda? Primeiro, os sócios que por lá andam, que se saiba, nunca se queixaram. Segundo, o espaço, embora público, está reservado a privados. Terceiro, como bem se sabe, bridge e fumo (para quem é fumador) são como que copo e vinho.
O que devia fazer confusão, e não faz, é ver todos os fins-de-semana miúdos e miúdas de 13 e 14 anos a pedirem e a beberem todos os tipos de álcool, puros ou disfarçados, nos bares e discotecas da Madeira.
Aos jornalistas que fazem estas notícias ainda lhes vou pedir que um dia me mostrem o seu caixote do lixo.
PS: dispenso lições sobre os malefícios do tabaco bem como exemplos de políticas adoptadas nos países mais desenvolvidos.
E a bandeirinha?
Federação de Futebol da Madeira? Claro que sim
Já está quase tudo dito sobre o assunto. Só acrescento que foi a melhor e a mais válida ideia dos últimos oito anos criada na Madeira. Não é independentista, não cria clivagens (porque se cinge ao desporto), poupa no dinheiro, estimula as moribundas competições regionais e o povo fica contente. Depois, põe no lugar certo a pequena especificidade etnológica, sociológica, administrativa e política da Madeira em relação ao “rectângulo”.
Ainda por cima, e à nossa escala, há uma mão cheia de exemplos pelo mundo fora: Antilhas Holandesas, Anguilha, Aruba, Bermuda, British Virgin Islands, Caiman Islands Ilhas Faroé, Montserrat, Turks and Caicos, US Virgin Islands, China Taipé, Guam, Hong Kong, Macau, Samoa, Cook Island, Nova Caledónia, Tahiti.
Ainda por cima, e à nossa escala, há uma mão cheia de exemplos pelo mundo fora: Antilhas Holandesas, Anguilha, Aruba, Bermuda, British Virgin Islands, Caiman Islands Ilhas Faroé, Montserrat, Turks and Caicos, US Virgin Islands, China Taipé, Guam, Hong Kong, Macau, Samoa, Cook Island, Nova Caledónia, Tahiti.
E agora Costa?

Quando era ministro deste Governo e tinha a tutela das autarquias António Costa proibiu o endividamento de todos os municípios. Na altura (há apenas 2 anos) António Costa pediu “imaginação” e “criatividade” financeira aos autarcas. E agora Costa, por que não puxas pela “imaginação” e pela “criatividade”?
Frase do Dia
Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:
Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.
A frase não é minha, ainda assim prova que os meus gostos vão além dos musicais e das crónicas de Vasco Pulido Valente.
21.2.08
Concordo sim senhor
A ideia de criar uma Federação de Futebol da Madeira, abrindo caminho a uma representação da Região nos campeonatos do mundo e da europa, permitindo ainda às equipas regionais participar nas primeiras eliminatórias das provas da UEFA tem alguns méritos.
O principal é a mais-valia que uma representação da Madeira nas eliminatórias do "europeu" ou do "mundial" representaria para a promoção da Região.
Basta pensar que todas as selecções "grandes" - Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França - viajam com milhares de adeptos atrás. Que cada jogo com uma dessas equipas é objecto de transmissão televisiva para os referidos países (pelo menos). Os dias anteriores e posteriores aos jogos em que participam são preenchidas com centenas (ou milhares) de reportagens para televisões, jornais, rádios, entre outros meios. E que o futebol é, de facto, um dos veículos de comunicação mais fortes para todos os tipos de marcas que a ele se associam.
Tudo é o resto na proposta acaba por ser de importância menor. Mas se calhar é fundamental para "convencer" os mais fervorosos adeptos do Marítimo, do Nacional ou do União. É que uma "ida à Europa" ali ao virar da esquina e sem grande esforço não acontece todos os dias.
Deixo apenas uma pergunta: a função de promover a Região seria, caso houvesse a federação, cumprida pela selecção. Faria sentido continuar a actual política desportiva de apoio aos clubes com o objectivo de fazerem a promoção da Região? Ou deveriam as verbas ser reduzidas para que se apostasse na formação, sendo o seleccionado uma montra para os jovens jogadores do arquipélago?
O principal é a mais-valia que uma representação da Madeira nas eliminatórias do "europeu" ou do "mundial" representaria para a promoção da Região.
Basta pensar que todas as selecções "grandes" - Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França - viajam com milhares de adeptos atrás. Que cada jogo com uma dessas equipas é objecto de transmissão televisiva para os referidos países (pelo menos). Os dias anteriores e posteriores aos jogos em que participam são preenchidas com centenas (ou milhares) de reportagens para televisões, jornais, rádios, entre outros meios. E que o futebol é, de facto, um dos veículos de comunicação mais fortes para todos os tipos de marcas que a ele se associam.
Tudo é o resto na proposta acaba por ser de importância menor. Mas se calhar é fundamental para "convencer" os mais fervorosos adeptos do Marítimo, do Nacional ou do União. É que uma "ida à Europa" ali ao virar da esquina e sem grande esforço não acontece todos os dias.
Deixo apenas uma pergunta: a função de promover a Região seria, caso houvesse a federação, cumprida pela selecção. Faria sentido continuar a actual política desportiva de apoio aos clubes com o objectivo de fazerem a promoção da Região? Ou deveriam as verbas ser reduzidas para que se apostasse na formação, sendo o seleccionado uma montra para os jovens jogadores do arquipélago?
Projectos de duvidosa qualidade
O grupo SIRAM continua a sua cruzada nas Ilhas do Atlântico.
Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.
Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.
Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.
Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.
A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???
No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.
Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.
Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.
Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.
Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.
Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.
A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???
No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.
Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.
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bola quadrada,
Dúvidas existenciais
A caminho da Lua

Aguardo o prometido eclipse da Lua desta noite. O fenómeno é para os resistentes. (3H01M)
Eu já estou pronto!
Não sei se vou adormecer antes, mas estou pronto para o que chegar mais cedo. Só não faço ideia se é o sono, ou o Eclipse.
Amanhã conto-vos tudo.
Clama aí!!!!
Eu disse Amanhã!!!!!!….
Que eu saiba amanhã é sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2008.
Ah!
Antes do meio dia não vale a pena incomodar.
Eu não sou funcionário público, mas trabalho de acordo com os indícies de produtividade do país
Os interessados podem tirar a “senha” na caixa de mensagens e aguardar a vez na fila.
Prometo que conto tudo..
Não prometo que vou ver a Lua vermelha, mas prometo dizer algo
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a vida é um milagre,
Eclipse
19.2.08
Ora, diga lá outra vez?
Expliquem-me lá como se eu fosse muito burro: como é que o desemprego não pára de crescer e o PM afirma que o governo criou 94 mil empregos?
Isto não é propaganda: é publicidade enganosa!
Isto não é propaganda: é publicidade enganosa!
Jornalismo quê...?
É impressão minha, ou aquela entrevista do PM na SIC foi feita por encomenda? É que fiquei com a sensação de que as peguntas foram feitas por José Sócrates e não pelos jornalistas (?)...
2ª Epístola ao Tino
Caro Tino,
ao contrário de ti, para mim a palavra do PM não basta. Porque ele já nos habituou às promessas vãs e a desdizer-se com a mesma convicção com que antes afirma qualquer coisa (não me vais pedir exemplos, pois não?!).
Por isso não me chega o que diz Sócrates. Interessa-me a letra da lei. E no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 nada há que consubstancie as palavras do PM e a propaganda do ME. Neste documento apenas existem ideias vagas, sem qualquer tipo de regulamentação, sem qualquer tipo de objectividade, fazendo depender a progressão da carreira docente dos humores de nomeados, sem qualquer tipo de interligação com a nova legislação que continua a sair.
E a tua (e de outros) argumentação de que os papás têm uns bitaitezinhos a mandar no processo de avaliação de desempenho dos docentes, dando como exemplo o processo democrático, serve exactamente para desconsiderar a especificidade do acto pedagógico e em última instância a própria política: o acto de votar é um dever/direito de cidadania e não exige (não deve fazê-lo, para ser completamente democrática) qualquer tipo de especificidade. As razões de cada voto são de foro íntimo e podem ser (frequentemente são) de ordem subjectiva, enquanto que o acto de avaliar o desempenho de um profissional tem de expurgar, na medida do possível, o factor subjectividade, para ser justa. Por isso é que para votar não precisas de critérios, enquanto não podes avaliar objectivamente sem definires uns quantos. Portanto, na minha opinião, o argumento que evocas não tem qualquer tipo de validade ou sustentação. Não passa de um acto de retórica que fica bem aos políticos, mas mal a quem quer discutir esta questão com a seriedade que o tema exige.
Por outro lado, sustentar que a avaliação dos alunos deve contar para a progressão na carreira dos docentes, é inverter o processo de avaliação em educação. Caso não tenhas dado por isso, qualquer professor que se preze (e os há bons e maus) não se demite do acto de educar. Numa sala de aula, quem educa são os professores e não os alunos. Já ponderaste bem as implicações que uma medida como esta pode ter dentro de uma sala de aula? A inversão da autoridade?
Dir-me-ás que na implementação de um sistema de qualidade de uma qualquer organização, é fundamental a avaliação feita pelos clientes. Absolutamente de acordo, mas esta avaliação é fundamental para avaliar o grau de satisfação pelo serviço prestado pela organização e não para avaliar as competências dos colaboradores.
Sustentas, ainda, que o resultado dos exames nacionais deverão ter maior peso na avaliação dos alunos, relativamente à avaliação feita pelos professores. Isto é negar a importância da avaliação contínua, defendida por qualquer organização nacional ou internacional e comummente aceite como o melhor modelo de avaliação em educação. O mesmo, naturalmente, aplica-se à avaliação dos docentes, uma vez que faz depender a progressão na carreira de um processo que não é pacífico (exames globais) e bastante contestado, pois um exame diz muito pouco acerca das aprendizagens. Dirá alguma coisa, mas não o fundamental.
Tudo isto é extremamente grave, mas se queres saber, nem é o que mais me preocupa. O que me vem atormentando é o mais recente Regime jurídico de autonomia, administração e gestão, que vai franquear os portões das escolas aos partidos e aos delegados políticos e que, inevitavelmente, terá consequências no processo de avaliação da carreira docente.
Como sabes, em última análise, a avaliação dos docentes será entregue aos coordenadores do departamentos curriculares e aos futuros directores das escolas que, pela entrada em vigor do Regime jurídico de autonomia e gestão, serão cargos de nomeação. E aqui estás a politizar todo o processo avaliativo. É fácil de entender: as assembleias de escola serão substituídas pelos conselhos gerais, constituídos por pessoal docente (não superior a 40%) e não docente, os pais e encarregados de educação (e também os alunos, no caso dos adultos e dos estudantes do ensino secundário), as autarquias e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas. De acordo com a proposta de decreto-lei, a presidência deste órgão nunca poderá ser exercida pelos professores. Assim sendo, adivinha quem é que irá presidir a estes novos conselhos? Pois é, as autarquias, uma vez qu,e por não ser remunerado, nenhum dos outros representantes terá disponibilidade para ocupá-lo. Ora, é este órgão que tem a competência de nomeação do Director que, por sua vez, irá nomear (deixam de ser eleitos) os coordenadores dos departamentos curriculares e irá presidir, por inerência, os conselho pedagógicos. Começas a perceber a trama? O que irá acontecer é que, em última análise, a avaliação será feita por boys dos partidos, colocados estrategicamente em todos os principais órgãos das escolas. E isto é que é grave. Falas tu em amiguismo no actual processo de avaliação. E este novo sistema, será o quê?
Pois é: os professores não só têm legítimas razões para estar desiludidos. Eu, se me mantivesse no ensino, estaria apavorado...
ao contrário de ti, para mim a palavra do PM não basta. Porque ele já nos habituou às promessas vãs e a desdizer-se com a mesma convicção com que antes afirma qualquer coisa (não me vais pedir exemplos, pois não?!).
Por isso não me chega o que diz Sócrates. Interessa-me a letra da lei. E no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 nada há que consubstancie as palavras do PM e a propaganda do ME. Neste documento apenas existem ideias vagas, sem qualquer tipo de regulamentação, sem qualquer tipo de objectividade, fazendo depender a progressão da carreira docente dos humores de nomeados, sem qualquer tipo de interligação com a nova legislação que continua a sair.
E a tua (e de outros) argumentação de que os papás têm uns bitaitezinhos a mandar no processo de avaliação de desempenho dos docentes, dando como exemplo o processo democrático, serve exactamente para desconsiderar a especificidade do acto pedagógico e em última instância a própria política: o acto de votar é um dever/direito de cidadania e não exige (não deve fazê-lo, para ser completamente democrática) qualquer tipo de especificidade. As razões de cada voto são de foro íntimo e podem ser (frequentemente são) de ordem subjectiva, enquanto que o acto de avaliar o desempenho de um profissional tem de expurgar, na medida do possível, o factor subjectividade, para ser justa. Por isso é que para votar não precisas de critérios, enquanto não podes avaliar objectivamente sem definires uns quantos. Portanto, na minha opinião, o argumento que evocas não tem qualquer tipo de validade ou sustentação. Não passa de um acto de retórica que fica bem aos políticos, mas mal a quem quer discutir esta questão com a seriedade que o tema exige.
Por outro lado, sustentar que a avaliação dos alunos deve contar para a progressão na carreira dos docentes, é inverter o processo de avaliação em educação. Caso não tenhas dado por isso, qualquer professor que se preze (e os há bons e maus) não se demite do acto de educar. Numa sala de aula, quem educa são os professores e não os alunos. Já ponderaste bem as implicações que uma medida como esta pode ter dentro de uma sala de aula? A inversão da autoridade?
Dir-me-ás que na implementação de um sistema de qualidade de uma qualquer organização, é fundamental a avaliação feita pelos clientes. Absolutamente de acordo, mas esta avaliação é fundamental para avaliar o grau de satisfação pelo serviço prestado pela organização e não para avaliar as competências dos colaboradores.
Sustentas, ainda, que o resultado dos exames nacionais deverão ter maior peso na avaliação dos alunos, relativamente à avaliação feita pelos professores. Isto é negar a importância da avaliação contínua, defendida por qualquer organização nacional ou internacional e comummente aceite como o melhor modelo de avaliação em educação. O mesmo, naturalmente, aplica-se à avaliação dos docentes, uma vez que faz depender a progressão na carreira de um processo que não é pacífico (exames globais) e bastante contestado, pois um exame diz muito pouco acerca das aprendizagens. Dirá alguma coisa, mas não o fundamental.
Tudo isto é extremamente grave, mas se queres saber, nem é o que mais me preocupa. O que me vem atormentando é o mais recente Regime jurídico de autonomia, administração e gestão, que vai franquear os portões das escolas aos partidos e aos delegados políticos e que, inevitavelmente, terá consequências no processo de avaliação da carreira docente.
Como sabes, em última análise, a avaliação dos docentes será entregue aos coordenadores do departamentos curriculares e aos futuros directores das escolas que, pela entrada em vigor do Regime jurídico de autonomia e gestão, serão cargos de nomeação. E aqui estás a politizar todo o processo avaliativo. É fácil de entender: as assembleias de escola serão substituídas pelos conselhos gerais, constituídos por pessoal docente (não superior a 40%) e não docente, os pais e encarregados de educação (e também os alunos, no caso dos adultos e dos estudantes do ensino secundário), as autarquias e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas. De acordo com a proposta de decreto-lei, a presidência deste órgão nunca poderá ser exercida pelos professores. Assim sendo, adivinha quem é que irá presidir a estes novos conselhos? Pois é, as autarquias, uma vez qu,e por não ser remunerado, nenhum dos outros representantes terá disponibilidade para ocupá-lo. Ora, é este órgão que tem a competência de nomeação do Director que, por sua vez, irá nomear (deixam de ser eleitos) os coordenadores dos departamentos curriculares e irá presidir, por inerência, os conselho pedagógicos. Começas a perceber a trama? O que irá acontecer é que, em última análise, a avaliação será feita por boys dos partidos, colocados estrategicamente em todos os principais órgãos das escolas. E isto é que é grave. Falas tu em amiguismo no actual processo de avaliação. E este novo sistema, será o quê?
Pois é: os professores não só têm legítimas razões para estar desiludidos. Eu, se me mantivesse no ensino, estaria apavorado...
18.2.08
1ª Apóstola a Tino (que não o Isa)
Caro Tino:
sem querer ser ou parecer ofensivo, do teu texto Avaliação dos professores, publicado no dia 18 de Fevereiro, só há duas conclusões possíveis (que não se excluem obrigatoriamente): ou não reflectiste minimamente sobre a questão, ou não percebes puto de educação. Porque não existem outras conclusões, tal a quantidade e a qualidade dos dislates que proferiste (incrível que num post não tenhas conseguido acertar uma).
Mas eu disse que não te queria ofender, pelo que irei apresentar argumentos que, não minha opinião, deveriam ser desnecessários, mas pelos vistos não são.
1. Pôr um pai a avaliar o desempenho de um professor, é o mesmo que não reconhecer qualquer especificidade ao acto pedagógico. Qualquer um pode mandar uns bitaites, uma vez que todos são especialistas. Deixa-se de reconhecer portanto, necessidade de formação para o acto de ensinar e mesmo de avaliar (caso não saibas, os professores têm formação ao nível de avaliação). Esta medida, que tão acérrimamemente defendes, apenas foi introduzida para que o Governo ganhasse as federações de pais para as reformas que pretendia impor (sabendo, diante de mão, que existem mais pais do que professores);
2. Ouviste a questão colocada pelo Louçã? Pois neste caso ele está completamente certo. O novo modelo propõe a avaliação não de acordo com as qualidades do docente, mas com as qualidades da população discente, sendo efectivamente verdade que um professor colocado em escolas situadas em contextos socio-economico-culturais mais difíceis será prejudicado em relação a colegas colocados em boas escolas. Também é possível interpretar esta lei de modo a que todos os docentes sejam avaliados de igual forma, independentemente das disciplinas que leccionam;
3. Seres de opinião que as notas dos exames nacionais devem ter maior peso do que o trabalho diário feito pelos alunos revela bem o teu desconhecimento sobre o processo pedagógico e à importância que dás ao a qualidades como o trabalho, disciplina, o empenho! É tão ridículo que apenas te posso aconselhar a leitura de qualquer manualzito de segunda, para se aperceberes do absurdo da tua afirmação;
4. Ao contrário do que afirmas, este sistema irá promover o amiguismo e introduzir ainda menos rigor e exigência no ensino. Mais: sabendo à partida que os directores das escolas serão nomeados pelos futuros Conselhos de Escola (que irão substituir as Assembleias) e que estes, inevitavelmente, serão presididos pelas autarquias, estamos a permitir a entrada em cena do caciquismo e da politicazinha municipal num processo tão importante como é a avaliação de desempenho de um profissional;
5. É, efectivamente, fundamental avaliar o desempenho dos docentes. E seria tão fácil criar um instrumento mais ou menos fiável - uma vez que a avaliação é um processo sempre sujeito ao erro -, bastando pegar nas avaliações (milhares) dos estágios curriculares, promovidos pelas universidades. Mas isso, tu não sabes!
sem querer ser ou parecer ofensivo, do teu texto Avaliação dos professores, publicado no dia 18 de Fevereiro, só há duas conclusões possíveis (que não se excluem obrigatoriamente): ou não reflectiste minimamente sobre a questão, ou não percebes puto de educação. Porque não existem outras conclusões, tal a quantidade e a qualidade dos dislates que proferiste (incrível que num post não tenhas conseguido acertar uma).
Mas eu disse que não te queria ofender, pelo que irei apresentar argumentos que, não minha opinião, deveriam ser desnecessários, mas pelos vistos não são.
1. Pôr um pai a avaliar o desempenho de um professor, é o mesmo que não reconhecer qualquer especificidade ao acto pedagógico. Qualquer um pode mandar uns bitaites, uma vez que todos são especialistas. Deixa-se de reconhecer portanto, necessidade de formação para o acto de ensinar e mesmo de avaliar (caso não saibas, os professores têm formação ao nível de avaliação). Esta medida, que tão acérrimamemente defendes, apenas foi introduzida para que o Governo ganhasse as federações de pais para as reformas que pretendia impor (sabendo, diante de mão, que existem mais pais do que professores);
2. Ouviste a questão colocada pelo Louçã? Pois neste caso ele está completamente certo. O novo modelo propõe a avaliação não de acordo com as qualidades do docente, mas com as qualidades da população discente, sendo efectivamente verdade que um professor colocado em escolas situadas em contextos socio-economico-culturais mais difíceis será prejudicado em relação a colegas colocados em boas escolas. Também é possível interpretar esta lei de modo a que todos os docentes sejam avaliados de igual forma, independentemente das disciplinas que leccionam;
3. Seres de opinião que as notas dos exames nacionais devem ter maior peso do que o trabalho diário feito pelos alunos revela bem o teu desconhecimento sobre o processo pedagógico e à importância que dás ao a qualidades como o trabalho, disciplina, o empenho! É tão ridículo que apenas te posso aconselhar a leitura de qualquer manualzito de segunda, para se aperceberes do absurdo da tua afirmação;
4. Ao contrário do que afirmas, este sistema irá promover o amiguismo e introduzir ainda menos rigor e exigência no ensino. Mais: sabendo à partida que os directores das escolas serão nomeados pelos futuros Conselhos de Escola (que irão substituir as Assembleias) e que estes, inevitavelmente, serão presididos pelas autarquias, estamos a permitir a entrada em cena do caciquismo e da politicazinha municipal num processo tão importante como é a avaliação de desempenho de um profissional;
5. É, efectivamente, fundamental avaliar o desempenho dos docentes. E seria tão fácil criar um instrumento mais ou menos fiável - uma vez que a avaliação é um processo sempre sujeito ao erro -, bastando pegar nas avaliações (milhares) dos estágios curriculares, promovidos pelas universidades. Mas isso, tu não sabes!
Será Timor um estado viável?
É impressão minha, ou já todos começamos a engolir a propanga australiana de que Timor Leste não é viável enquanto país (ou não estivessem c om o olho gordo em cima do petróleo timorense)? É que eu conheço países com muito menor dimensão e muito menos riquezas que não só são viáveis, como conseguem proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes que nem de longe temos em Portugal.Não, Timor parece-me viável e o problema não são os timorenses. O problema de Timor foi que nenhuma das duas potências coloniais (sendo que uma delas exerceu uma violência e uma repressão brutais) deixou massa crítica intelectual, antes pelo contrário. Por isso é que a política em Timor ainda recorre às relações familiares. Mas como muito bem disse o Miguel Fonseca, esta não é uma exclusividade e muito boas democracias ocidentais padecem do mesmo mal. O problema é que naquele caso, as famílias estão armadas...
O previsível futuro de Timor

Não necessariamente por esta ordem, agradeçam o estado a que Timor chegou (de resto, mais do que expectável) a Jorge Sampaio, a António Guterres, a Mário Soares, aos Trovante e a todos quantos provocaram a histeria colectiva em torno de um povo que não se sabe governar, não se quer governar, nem nunca se há de governar.
Felizmente, nunca deixei de comprar produtos da Indonésia e sempre achei que Timor ficava bem melhor com os australianos. Assim não quiseram, agora desembrulhem-se.
Felizmente, nunca deixei de comprar produtos da Indonésia e sempre achei que Timor ficava bem melhor com os australianos. Assim não quiseram, agora desembrulhem-se.
CGTP-OUT

Se o país está como está muito se deve à existência da CGTP. Durante anos esta união de sindicatos do terceiro mundo mais não fez do que perpetuar regalias, fomentar a improdutividade, encher o Estado de funcionários desqualificados, lutar pelo empregozinho para toda a vida e manter vivos os preconceitos contra os empresários e contra quem é empreendedor e criativo.
Em suma, e justamente, o que a CGTP sempre quis foi o bem-estar de todos os trabalhadores portugueses, mesmo que estes não quisessem trabalhar nem dar lucro ao patrão.
É certo que todos os países, até mesmo os mais desenvolvidos, têm os seus sindicatos. Mas sindicatos comunistas, na Escandinávia por exemplo, só se encontram em museus.
Em suma, e justamente, o que a CGTP sempre quis foi o bem-estar de todos os trabalhadores portugueses, mesmo que estes não quisessem trabalhar nem dar lucro ao patrão.
É certo que todos os países, até mesmo os mais desenvolvidos, têm os seus sindicatos. Mas sindicatos comunistas, na Escandinávia por exemplo, só se encontram em museus.
Para Expiação dos Meus Pecados
Expiação é um filme que expia os pecados, fatais, do realizador - joe Wright - e de um menos conseguido argumento.Eu também expiei os meus próprios pecados para chegar a esta óbvia conclusão. Vi o filme duas vezes. Minto! Uma vez e meia, porque adormeci a meio da fita na primeira “versão”. Não satisfeito regressei este domingo à estória. Quer dizer,…o destino arrastou-me para esta inconsequente “fatalidade”.. Queria ver “O Sonho de Cassandra” de Woody Allen. Comprei o respectivo bilhete mas enganei-me na sala. Assim que observei as primeiras imagens identifiquei a obra que me tinha atirado para o lado inconsciente da vida. Pensei que era o “trailer” do filme, mas não. Tratava-se da obra completa. Como já estava confortavelmente sentado, quando despertei para este duplo pesadelo, decidi ficar. Precisava expurgar a consciência para poder dizer mal da fita.
Foi o que fiz.
Abri bem os olhos com medo de ser novamente traído pelo sono e o que vi não alterou nada do que não tinha visto, mas tinha consciência que não era bom.
Explico: o filme não precisa das cenas da guerra. Em primeiro lugar porque não acrescentam nada à história. “Expiação” poderia passar do momento em que Robbie - um azarado filho de um caseiro inglês – está algures em França, para a cena em que a “viloa” da fita – Briony Tallis – ampara a morte de um soldado ferido na cabeça. Ou seja, existem 20 a 30 minutos de rodagem perfeitamente inúteis, e caros, neste trabalho do mesmo realizador de “Orgulho e Preconceito”. Acrescentam quase nada. Além disso, o filme perde-se no meio do deslumbrante cenário belicista, mas inconsequente para o objectivo final da história. É arriscado fazer filmagens em catadupa das grandes guerras, porque existem muito bons trabalhos sobre a temática. Recordo-me de, “ O Resgate do Soldado Rayan” de Spielberg, por exemplo.
Gosto da interpretação do trio de protagonistas: - da charmosa e elegante Cecília, da irmã, que aparece com um sinal no rosto do lado esquerdo e depois passa para o direito, e do jovem mas firme actor. Ele e Cecília estão nomeados para um Óscar na categoria de Interpretação. Ao todo “Expiação” tem sete nomeações e já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme dramático. Não comento prémios, porque são prémios. Apenas dou 3 estrelas a este ambicioso, mas falhado filme.
E agora?
The Republic of Serbia shall not tolerate such an illegal act of secession. Our Government and National Assembly will declare this action of the authorities in Pristina null and void. And we shall undertake all diplomatic, political, and economic measures designed to impede and reverse this direct and unprovoked attack on our sovereignty.
(...)
Let me be very clear. The Republic of Serbia shall never accept any violation of its territorial integrity. We shall never recognize Kosovo's independence. We shall not waiver, we shall not yield, should this cowardly act proceed unchecked. Not now. Not in a year. Not in a decade. Never. For Kosovo and Metohija shall remain a part of Serbia forever.
Excertos do discurso de Vuk Jeremic, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, na última quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU.
Dias complicados avizinham-se, de facto. Após o Kosovo, o que impedirá os albaneses da Macedónia de tentarem semelhante "aventura"? Em algumas zonas do país são maioritários... E os sérvios da Bósnia? E os sérvios que vivem na Croácia? E os croatas da Bósnia e os...
Já agora, o terá Kosovo condições para ser independente? Tem capacidade económica de se auto-sustentar? Tem elites bem preparadas para o conduzir? Tem massa crítica capaz? Não se estará a construir mais uma espécie de zona-franca para as máfias internacionais, à semelhança daquilo que é hoje a Albânia, um estado onde o estado nada controla, dominado por grupos de crime organizado?
Terá a UE capacidade para liderar o processo em curso, ou vai ter de se socorrer do amigo americano, mais interessado em combater a influência russa na Região do que na estabilidade da zona?
Se calhar estou enganado, e os sérvios, depois da revolta inicial, acabarão por aceitar o inevitável, premiados com perspectivas de uma adesão de certo modo facilitada à UE. Mas de facto tenho as minhas dúvidas...
(...)
Let me be very clear. The Republic of Serbia shall never accept any violation of its territorial integrity. We shall never recognize Kosovo's independence. We shall not waiver, we shall not yield, should this cowardly act proceed unchecked. Not now. Not in a year. Not in a decade. Never. For Kosovo and Metohija shall remain a part of Serbia forever.
Excertos do discurso de Vuk Jeremic, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, na última quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU.
Dias complicados avizinham-se, de facto. Após o Kosovo, o que impedirá os albaneses da Macedónia de tentarem semelhante "aventura"? Em algumas zonas do país são maioritários... E os sérvios da Bósnia? E os sérvios que vivem na Croácia? E os croatas da Bósnia e os...
Já agora, o terá Kosovo condições para ser independente? Tem capacidade económica de se auto-sustentar? Tem elites bem preparadas para o conduzir? Tem massa crítica capaz? Não se estará a construir mais uma espécie de zona-franca para as máfias internacionais, à semelhança daquilo que é hoje a Albânia, um estado onde o estado nada controla, dominado por grupos de crime organizado?
Terá a UE capacidade para liderar o processo em curso, ou vai ter de se socorrer do amigo americano, mais interessado em combater a influência russa na Região do que na estabilidade da zona?
Se calhar estou enganado, e os sérvios, depois da revolta inicial, acabarão por aceitar o inevitável, premiados com perspectivas de uma adesão de certo modo facilitada à UE. Mas de facto tenho as minhas dúvidas...
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