1.10.07

Estamos conversados

"Em televisão é necessário ritmo. “Galopar” para não chatear o telespectador. Revelam as audiências, dizem os manuais do audiovisual".

A frase foi retirada da resposta do Angel. Foi escrita por ele. E demonstra claramente a nossa diferença de concepções: Eu ainda acho que o jornalismo de qualidade não se deve guiar pelo "nível" de audiências previsível de uma determinada peça ou de uma determinada matéria, mas sim pela importância e relevância das mesmas. O Angel acha o contrário. Estamos conversados.

29.9.07

Resposta para o Gonçalo

A única coisa que reconheço em Pedro Santana Lopes é a coragem de não concordar com a SIC e de protestar em directo.
Na minha opinião, abre um interessante precedente (debate) na televisão nacional.

Quanto ao resto, vamos aos factos: O directo (exterior) demorou 1 minuto e meio. Quando a entrevista foi interrompida já ia longa. Santana já repetia ideias. Embrulhava-se em argumentos para justificar o adiamento das eleições do PSD. Toda a gente já tinha percebido a mensagem.

A realidade profissional

Em televisão é necessário ritmo. “Galopar” para não chatear o telespectador. Revelam as audiências, dizem os manuais do audiovisual. Por mais importante que seja a notícia, a entrevista, o documentário, a série, etc., etc., é necessário trabalhar bem a forma para adaptá-la ao meio. No caso concreto, à televisão.


Quantos aos critérios do que é notícia, apresentados pelo Gonçalo para sustentar o texto, reconheço que os usou de forma inteligente, mas tal como eu sei, julgo que ele também sabe, que existem outros critérios. Além disso, o jornalismo não é uma ciência nem obedece a um método fechado. Trabalha com muitas variáveis. Aliás, ninguém melhor do que ele, devido à formação académica de base, para saber do que falo.


Um outro pormenor é critérios jornalísticos, e critérios editoriais. São coisas diferentes. A SIC Notícias assume-se como um canal 100% de informação. Por este motivo, considero que a interrupção da entrevista se enquadra dentro de Livro de Estilo do canal. Se o caso fosse numa estação generalista, (RTP, TVI ou a própria SIC) compreenderia a birra de Santana.

Quanto à política, acho que estamos entendidos. Já nem tudo é política caro amigo. Infelizmente, ainda existem muitos políticos, neste país, que não perceberam isso. Julgam que o mundo gira em volta dos discursos que fazem.

O próprio jornalismo está a mudar. Já não se abrem telejornais ou blocos de informação só com política ou políticos. E a explicação é simples: - o espaço que outrora ocupavam nos meios de comunicação social e na própria comunidade, foi paulatinamente roubado por outros protagonista, que emergiram da sociedade civil.

PS - por razões técnicas, do meu computador, só agora foi possível contra-argumentar o texto do Gonçalo:- "Bem Vindos ao Circo"

28.9.07

Sporting 7 x 1 Benfica

Este foi inesquecível...

O grande e o outro

O grande...





E o seu cliente favorito!



Sancho amigo, queres um conselho? Não vás ao Estádio da Luz, camarada, olha que ainda apanhas uma doença má... Ouvi dizer que o estaminé daaquela agremiação da segunda circular com nome de uma freguesia de Lisboa não é muito saudável...

O Inferno



Amanhã estarei lá e comemorarei a vitória de modo igualmente fanático!

Em vias de extinção

No Brasil um interessante debate futebolístico ocupa alguns intervenientes desportivos. Kerlon, assim se chama um jogador de futebol, tem uma finta curiosa que deixa os adversários à beira de um ataque de nervos e predispostos a cometer homicídio involuntário. A coisa é simples, pelo menos aparentemente: Kerlon entretém-se a correr pelo campo ao mesmo tempo que dá toques de cabeça ludibriando assim os adversários. É possível encontrar vídeos no You Tube que mostram o número, original e extremamente divertido. Mas o debate está animado, porque recentemente um defesa de nome Coelho, farto eventualmente do espectáculo a solo, decidiu armar-se em Fernando Couto/Bruno Alves/Lobão/Jorge Costa/Ricardo Rocha/Petit (riscar o que não interessa) e pregou violenta pancada no desgraçado do Kerlon, lesionando-o com alguma gravidade. O público vociferou contra a violência, os comentadores falaram em atentado à integridade, o Coelho queria esconder-se na toca e o homem que inventou a foca acabou a pensar na vida.

Eu entendo a frustração do Coelho farto do número pelo qual não recebia comissão e a desilusão do inventor da foca agora que lhe abriram caça grossa. Mas este último devia saber que as espécies em vias de extinção mesmo que protegidas e melhor tratadas não vêem garantida a sua sobrevivência na selva do futebol. Um jogo com qualquer equipa do Jaime Pacheco provaria esta tese sem grandes alaridos.

Se o desgraçado do Kerlon (sempre adorei a imaginação dos brasileiros para inventar nomes) alguma vez tivesse experimentado os campos de alcatrão do Bairro da Nazaré, cedo teria percebido que jamais uma foca mete a cabeça numa jaula de leões ou de bichos piores. Naquele tempo, tempos áureos em que a Nazaré ganhava os torneios de bola contra os bairros vizinhos, a bola jogava-se pelo chão, embora a maioria das tentativas de desarme fosse, curiosamente, acima dos joelhos. Num campo de cinco, era possível uma equipa jogar com três defesas centrais, alguns com bem perto dos cem quilos. Tudo isto mais não era que um pequenino gesto intimidatório que nos ensinou uma coisa importante na vida: joga simples, nunca compliques, porque senão atrás de ti haverá sempre um elefante ou um rinoceronte mais pesado do que tu pronto para te dar pancada. O alcatrão não mata, mas acreditem que mói.

O desgraçado do Kerlon quer aprender da pior maneira. Tivesse passado com distinção na velha escola nazarena, perita no 1-3-0-1 e na velha máxima “Se passar a bola, não passa o jogador” não estaria a esta hora ainda a contar os dentes.


27.9.07

Ceci n'est pas Auschwitz

Enquanto os judeus eram gaseados, os torcionários viviam a pacatez da sua vida...

Porque de alarvidades o mundo ainda não está cheio, aqui vai a minha!

É óbvio que Santana Lopes esteve bem ao abandonar o estúdio.
É óbvio que a atitude de Ricardo Costa, ao não ter assumido um pedido de desculpas, é imbecil, nada digna e pouco condizente com o cargo de director de informação.
Mas também é óbvio que não é um Estatuto do Jornalista que permite ao Governo intervir na actualidade noticiosa que irá resolver a questão. Por mais que não seja, porque provavelmente a posição de Ricardo Costa até foi subscrita por políticos "reformados" e no activo, essa belíssima casta, cuja maior ambição seria controlar a comunicação social!

Novos canais

A FOX lançou no cabo os seus novos canais temáticos: o FX e o FOX Crime. A coisa tem que se lhe diga, até porque nestes canais estão a passar coisas geniais que convém ver. Assim, aproveitem para ver (ou rever) nestes novos canais (custam apenas 5€ por mês) séries como Deadwood, The Wire (A Escuta), The Office, Sete Palmos de Terra, Boston Legal, 24 ou Lei & Ordem nas suas diversas versões. E já agora, e porque a RTP2 dá algumas coisas de qualidade a horários decentes, vejam neste canal, os Sopranos (repetição da primeira parte da sexta série) e Weeds (Erva, às segundas-feiras pelas 22h40 depois do telejornal). Vão ver que vale a pena. E que não dão o vosso tempo por mal empregue.

Um discurso

Sócrates foi à ONU ler umas folhas. Para começar, discursar não é fácil. E discursar também não é simples. Neste caso, a plateia era composta por gente importante e elaborar um discurso que saísse da modorra instituída era tarefa que exigia outra inteligência, coisa que às vezes não abunda na ONU. Sócrates optou pelo caminho mais acessível. Optou por atacar os Estados Unidos (um moda que estranhamente pegou), utilizando a argumentação sectária do costume que, de tão gasta, já nem devia merecer destaque. No fundo, Sócrates entendeu que falar do unilateralismo (!) e do aquecimento global lhe daria um ar de importante junto de pessoas que não lhe dão importância nenhuma. O mundo é hoje, com toda a certeza, um lugar mais feliz.

A brincar com coisas sérias

Parece que o presidente iraniano foi a uma universidade americana dar uma conferência. À parte o caricato da situação, que tem a ver com o dar liberdade de expressão a quem não a defende e muito menos proporciona, o dito senhor, depois de alguns apupos, provocou sonoras gargalhadas ao afirmar que no Irão não há homossexuais. O espectáculo de stand up comedy gerou alguma incredulidade que rapidamente foi ofuscada por não se lhe dar a devida importância. Relembre-se que o caso não é único: para o poder iraniano o holocausto é um mito (também reafirmado na conferência) e Israel deve ser varrido do mapa. À bomba se necessário.

Claro está que a maioria dos políticos ocidentais olha para semelhante idiotia e limita-se a rir ou a perdoar o desvario, como se este tipo de afirmações não tivesse ou não representasse qualquer gravidade. Há gente que acredita que é possível uma via diplomática para resolver certos imbróglios cujo desfecho é tudo menos optimista. É por isso que o Irão se torna perigoso de dia para dia. Alimentar absurdos à conta do deixar andar, um mito alimentado pela nossa arrogante mania de superioridade moral e intelectual que tudo perdoa e tolera, não garante segurança a ninguém e muito menos faz do mundo um lugar mais interessante. Hoje é Israel e os homossexuais. Amanhã, quem sabe?

Casar a prazo e, talvez, viver e pronto

Uma das ideias mais atraentes que ouvi nos últimos tempos partiu de uma senhora de nome Gabriele Pauli, excelentíssima presidente da Câmara de Fuerth, na Alemanha. A senhora veio propor que os casamentos deviam ter um prazo de validade de sete anos renováveis por mútuo consentimento das partes. Convenhamos que a ideia é original e que por isso provocou enorme celeuma junto de alguns sectores mais tradicionais e conservadores. Eu sou um liberal e não vejo grande problema com o assunto. Já cheguei a um ponto onde não me espantaria ver um tipo do Bloco a querer casar com um pé de milho, por exemplo. A ideia merece por isso ser comentada. Num tempo de grande egoísmo, onde tudo gira à volta do umbigo, facilitar a vida ao pessoal parece ser sempre uma ideia pertinente que acrescenta mais-valia. Só penso que casar a prazo, deve também pressupor alguma vivência a pronto: porque não casamentos de uma semana, de dois meses, de três horas, em part-time (podendo assim garantir vários casamentos) ou mesmo em regime precário? E já agora, que a quebra de contrato seja apenas permitida em caso de subida precipitada das taxas de juro ou pelo não cumprimento sistemático do horário de trabalho. Desde que não se chame Simão Tibério e seja dono de qualquer coisa, deve ser razão mais que suficiente para mudar de situação. Imediatamente. E com retroactivos.

Bem vindos ao circo

Ao contrário daquilo que escreve o Angel, eu concordo em absoluto com a postura de Santana Lopes, ontem, na SIC Notícias.

O critério jornalístico (particularmente nas televisões) é um desgraçado prisioneiro das audiências. Se quisermos, sobrevive quase exclusivamente como figura de estilo. É óptimo utilizar-se o conceito para desculpar todas as idiotices com que se abrem os telejornais, sejam elas o pontapé do "Marco na Marta" - parece ficção, mas creio que alguns de vocês ainda se lembram desta autêntica pérola do jornalismo que abriu um Jornal Nacional da TVI, com direito a psicólogo no estúdio e tudo - um assalto a um banco em Moimenta da Beira que rendeu 150 euros aos "perigosos meliantes", o último episódio da novela ou a chegada de um treinador de futebol ou de uma equipa de basquetebol ou rugby.

Eu não creio que as televisões devam formar. Mas creio que devem informar com um mínimo de qualidade e rigor. O que implica a adopção de critérios jornalísticos que se sobreponham à guerra de audiências. Por definição, o "critério jornalístico" não é aquela "coisa vaga" atrás da qual se escudam os órgãos de comunicação social e os jornalistas para esconderem falhas ou omissões (propositadas ou não).

Se quisermos, e partindo da definição clássica, "critério jornalístico" deverá ter sempre em conta as seguintes condicionantes:

A notícia é:

- Importante?
- Afectará a maioria da audiência?
- É interessante?
- É nova?
- Ocorreu longe ou perto?
- É verdadeira?
- É exclusiva?
- Está de acordo com a política editorial?

Em resumo, a grelha ajuda a perceber que, actualmente, cometem-se muitas idiotices à sombra de qualquer coisa que não é, definitivamente, "critério jornalístico".

Atente-se aos exemplos do "caso Mourinho":

Dois dias depois do despedimento, a RTP abriu o telejornal e dedicou 17 minutos a Mourinho (sem que o próprio tivesse pronunciado uma só palavra). Os 17 minutos incluiram um directo de Londres que nada teve de relevante. Nesse tempo de emissão, não trouxe nada de novo ao conhecimento público. A notícia não era nova, não era exclusiva não afectava a maioria da audiência, em resumo, na grelha acima proposta (e que é consensual entre a maioria dos investigadores clássicos), nunca seria motivo para abertura de Telejornal. Muito menos com 17 minutos de emissão.

Ontem, o treinador chegava ao Aeroporto da Portela. O que era novo? a chegada, só se for. E aquele espectáculo deprimente de "fans" a acenar, a chorar desalmadamente e a dizer alarvidades pela boca fora.

A notícia não era exclusiva (estavam lá todas as televisões). Não era nova. Não era importante. Não afectava a maioria da audiência. Em resumo, não merecia, de facto, um directo.

Falando só de jornalismo, a SIC, e a audiência da SIC, perderia alguma coisa se visse a chegada do Mourinho em indeferido, alguns minutos depois de ter acontecido? Havia algo de tão relevante que obrigasse a um directo? Mourinho ia suicidar-se em público? Ia anunciar a candidatura à presidencia do Benfica? Ia dizer qualquer coisa de novo?

Segundo a definição de "critério jornalístico", o assunto mais relevante do momento a nível nacional serão as "directas" do PSD. Porque a política, quer se queira quer não, afecta a maioria - se não a totalidade - da audiência, sendo por isso interessante. Para além do mais, a entrevista de Santana era um exclusivo, tendo obviamente matéria nova para analisar e ser analisada. Em resumo, preencheria mais entradas da grelha acima colocada, para aqueles que querem fazer uma análise qualitativa.

A atitude de Santana Lopes é assim, à luz daquilo que aprendi sobre jornalismo, perfeitamente legitima e pertinente. Tanto que vai sucitar algum debate. Tal como a resposta de Ricardo Costa.

A mim, caro Angel, o que me deixa "absbélico" é a forma como alguns agentes de comunicação (sejam jornalistas, editores, chefes ou directores) permitem que o Jornalismo se transforme numa espécie de circo, que diverte mas não informa.

A BIRRA DE SANTANA.

Assisti, em directo, ao triste espectáculo de Pedro Santana Lopes na SIC notícias. Confesso que fiquei, abesbélico, com a reacção do antigo Primeiro-ministro. Tal como eu, julgo que existem muitos portugueses que não reconhecem, que Santana Lopes desempenhou tão importante cargo. As razões para o descrédito são as que o empurraram, e o deixaram cair, da cadeira do poder.

O directo até correu mal para a SIC e para o jornalista que aguardava a chegada de José Mourinho, mas continuo a achar, tal como considerou a Direcção de informação da SIC, que era pertinente interromper a entrevista para dar a chegada do treinador.

Os portugueses dão cada vez menos importância à política. Só os políticos é que não querem ver, ou perceber, que houve uma mudança de paradigma. A confirmação do que acabo de dizer é o triste espectáculo das directas do PSD.

Não tenho dúvidas que os partidos, tal como existem, têm os dias contados. São autênticos sacos de pulgas.

Como se não bastasse, muitos dos políticos existem graças à comunicação social, que os colocou nas luzes da ribalta. Santana Lopes é um bom exemplo. Na hora da verdade, provou que valia zero.

Agora considera-se special one, quando lhe falta estatuto para….

A política será reservada aos homens (e mulheres) bons, tal como já foi num passado não muito longínquo.

26.9.07

Só um cigarrinho, agora que desisti!

Coffee and Cigarettes: melhor é impossível!

O meu reino por um cigarro


Dir-se-ia que passados 100 dias desde o último cigarro, sentir-me-ia melhor. Então, porque é que não me sinto?

A agora, o futuro...

Terminou a odisseia dos Lobos em França. Da forma que era previsível: com quatro derrotas.

Ontem, confesso, estava à espera de mais qualquer coisa. Podíamos ter vencido a Roménia, equipa que só nos é superior fisicamente.

De qualquer maneira, a derrota não ofusca a boa participação portuguesa no campeonato. A selecção foi uma equipa digna, combativa, alegre, corajosa. Tentou, em todas as circunstâncias, discutir o jogo pelo jogo, mesmo enfrentando adversários de outra galáxia (Nova Zelândia) ou de dimensão incomparávelmente superior (Escócia ou Itália). Os "Lobos" conseguiram, sobretudo, fazer com que o país olhasse para um desporto absolutamente fantástico que a paixão pelo futebol ofusca (como a todos os outros, de resto).

Espero que a partir daqui nada seja igual no Rugby português. Os primeiros números são animadores: este ano, milhares de miúdos inscreveram-se nos diferentes clubes do país para practicar a modalidade. Só o Belenenses recebeu mais de 100 novas inscrições.

A Federação conquistou patrocinadores tão importantes como a maior cervejeira portuguesa (title sponsor do próximo Campeonato Nacional), a Peugeot, a CGD (que se empenhou em comunicar o apoio à selecção), entre muitos outros.

Os primeiros jogos do Nacional terão, com toda a certeza, muito mais gente a ver. Tal como os próximos compromissos dos "Lobos".

Esperemos é que isto não se transforme num "amor de Verão", bonito, intenso, mas tão passageiro como o sol quente de Agosto. É agora necessário canalizar todo este apoio, toda esta energia, para a consolidação do número de practicantes e de equipas e para o aumento do público, mantendo sempre o interesse das televisões, verdadeiras "catalizadoras das massas" na modalidade. Para isso, são necessárias estratégias desportivas (que incluem formação de mais e melhores técnicos, árbitros e agentes desportivos) e de marketing correctas. Esperemos que a Federação as tenha. Se as tiver, pode ser que no próximo Mundial voltemos a estar presentes. E desta vez, para ganhar um jogo!

Saquinho de chocolates (baratos)

Toda esta trapalhada à volta das eleições do PSD só vai fragilizar o partido na figura do actual (futuro) líder, Marques Mendes que, partindo em posição de claro atraso face ao bacharel Sócrates, vê a sua condição piorar mais, mesmo após a previsivel vitória interna.

Razão têm aqueles que defendem que só há um caminho para o PSD: o aparecimento de uma terceira via que nada tenha a ver com o cavaquismo. É urgente que o partido se liberte do fantasma de Cavaco e que esse exercício permita também a eliminação de "barões" e "baronetes" que deste os tempos das maiorias absolutas dividem o PSD em feudos pessoais, que só os beneficiam a eles.

Não sou militante do Partido Social Democrata, por isso nada tenho a ver com o assunto(directamente). Mas é deprimente ver que o único partido que podia ser alternativa a este desastre chamado Sócrates entrou num beco sem saída, sendo agora pior que um albergue espanhol: um simples saquinhos de M&M's.

25.9.07

A culpa é do Cavaco!

O PSD é alvo, demasiadas vezes, de críticas injustas e encomendadas, provenientes da intelligentsia de esquerda que domina os meios de comunicação social nacionais.
Por isso, tento não me deixar influenciar pelos fazedores de opinião, sempre tão hostis ao PSD, recorrendo a outras fontes de informação.
Todavia - e nos últimos anos acontece com demasiada frequência -, às vezes o PSD não só merece a crítica, como também a exige.
É o que acontece com toda esta trapalhada da eleição do próximo líder. Independentemente dos jogos políticos que Luís Filipe Menezes e Marques Mendes possam estar a fazer - que são patetas e suicidários, uma vez que apenas prejudicam os próprios e o PSD -, a verdade é que o partido deveria ter muito bem definidos os procedimentos relativamente às eleições directas. E o facto de ser a primeira vez que se realizam directas no PSD não atenua a trapalhada. Num partido minimamente organizado, com regras de funcionamento claras, não existiriam dúvidas sobre quem poderia ou não votar, sempre tão prejudiciais e potenciadoras da suspeita. E a culpa do processo poder vir a arrastar-se para os dias seguintes ao dia 29 de Setembro, não será do candidato derrotado - seja quem for, nunca se poderá exigir muito mais, ou sequer que ponha os interesses do partido acima dos interesses pessoais, uma vez que ambos já demonstraram não ter capacidade para tal -, será da própria máquina que não soube antecipar e dissipar as dúvidas.


A verdade verdadinha, é que o PSD está à beira da ruptura. Passados 12 anos, sofre ainda do cavaquismo (veja-se que todos os líderes, desde 1995, foram membros dos governos de Cavaco) e do que de pior deixou no partido: uma classe política interesseira que nem profissional soube ser. Aliás, um mal que mina o PS há anos e ao qual o PSD ia resistindo.
Na minha modesta opinião, apenas quando toda esta "tralha cavaquista" (desculpa lá Vicente Jorge Silva, mas a expressão é boa!) estiver arredada da esfera do poder do PSD é que o partido se poderá regenerar e renovar. Porque o que sobra em quadros técnicos de qualidade, falta em oportunidades.

Ahmadinejad mostra o caminho

Daqui
Áh ganda presidente, que a gente não gosta cá de mariquices!

24.9.07

Eso es Cuba X







País progressista, com abortos e tudo

Aos poucos, a mentira começa a cair. Afinal, em 2 meses de completa liberalização, foram praticados em Portugal cerca de 1400 abortos (muito longe dos 60.000 abortos anuais que nos quiseram impingir), e apenas 5 foram feitos em grávidas com idades inferior a 15 anos.

Aliás, 67% (947) dos abortos praticados desde a entrada em vigor da nova legislação, foram realizados em mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.
Posso estar a exagerar, mas estou convencido que se fizéssemos uma análise às condições socio-economicas das grávidas que abortaram, constataríamos que afinal não são provenientes das classes sociais mais desprivilegiadas.
Por enquanto, manda-nos a prudência aguardar. Mas veremos no futuro, quando algum estudo verdadeiramente sério for feito.
Se bem que nessa altura, o aborto será já tido como um método contraceptivo perfeitamente normal e legítimo e não um procedimento de excepção que deva er combatido. E isso é o que mais me revolta!

22.9.07

Bom fim-de-semana

Às vezes penso que tenho cara de anjo, (Angel) ou que sou uma espécie de Dalai Lama do ocidente.

Um dia destes desloquei-me a um evento desportivo. Sai do carro, dei meia dúzia de passos e aproveitei o declive do terreno, para observar o local da prova (zona para onde pretendia ir).

Nisto, vira-se um puto para mim, e pergunta se podia fazer uma chamada para a mãe, do meu telemóvel. Não tinha como negar! Trazia o telefone na mão esquerda. Tinha-o acabado de retirar do carro, para colocá-lo no bolso das calças.

Senti que tinha acabado de ser encostado à parede. Entreguei o telemóvel e aproveitei o instante, para tirar o retrato ao miúdo. O objectivo era certificar-me da pinta do artista. Tinha entre 10 a 13 anos. As sapatilhas foram o que mais me despertou a atenção. Eram umas nyke, azuis escuras brilhantes. Caso fosse necessário correr, para apanhá-lo, seria difícil. Pensei eu.

Entretanto, o rapaz afasta o meu telemóvel do rosto, e diz que não era aquele número. Precisava de fazer outra chamada. Desta vez para um amigo.

As suspeitas aumentaram.

No entanto, fiquei ali, à espera do meu telemóvel.

O miúdo não tinha aspecto de ladrão. A não ser que as sapatilhas fossem roubadas. Nisto ouvi as segundas palavras do jovem. A primeira conversa com o meu telemóvel. Disse que estava a chamar de um telefone de um senhor e que era para o amigo ir buscá-lo à porta. Não tinha bilhete para entrar…

Pati, patátá……….e eu ali. Aguardava o fim da chamada. Ainda por cima, estava duplamente condicionado: não podia afastar-me, para não ouvir a conversa e não podia ausentar-me, por causa do telemóvel.

Três minutos depois, (parece que foram 30) devolveu-me o telefone. Mais tarde, ainda ligou a mãe do rapaz e eu lá tive que explicar a história.

Não é a única.

Uns dias depois, ia tomar um “copo” numa festa, quando outro jovem, (ente os 18 e os 22 anos) pergunta se não me importava de pedir duas bebidas, com o meu cartão? Uma para ele e outra para o amigo. Para tranquilizar-me, e, o negócio avançar, tirou 10 euros do bolso. Face à prova, porque não? Lá dei o meu cartão. Eles pediram as bebidas (2 vodkas) e de imediato o rapaz meteu-me os 10 euros na mão. 5 cada bebida.

20.9.07

Conspirar

No meu país as crianças nascem em ambulâncias.
A justiça, existe, mas é lenta, ou funciona mal.
A democracia tem apenas 33 anos.
Na minha terra, só conheço dois bispos e um presidente.
A social-democracia é uma espécie de ópio oferecido ao povo.

Como contra partida, garantem que tenho sol todo o ano. Que dificilmente serei assaltado, apesar do Funchal ser uma das cidades do país, (a terceira) onde o furto mais cresceu.

Ao conceito, há quem chame qualidade de vida.

Às vezes, queria ser ele


by Iron Maiden

Meio anjo, meio pateta.



Ouvi e li hoje a entrevista de Miguel Albuquerque ao DN-Madeira.
Patético, no mínimo. Definitivamente, quem não tem nada para dizer, deve ficar calado. E o presidente da edilidade funchalense perdeu uma daquelas belíssimas oportunidades...
Senhor presidente, você já sabe e não deveria ser necessário gritar-lhe aos ouvidos: À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA, É PRECISO PARECER. E toda aquela trapalhada com o seu amigo Carlos Saraiva não parece. Não basta soprar para o ar.
Portanto, se não quer continuar a servir de saco de pancada do seu correlegionário, não se ponha a jeito. Defenda-se, proteja-se. Seja rigoroso e transparente. Seja e pareça sério. Não deixe espaço aos seus detractores. Porque senão, engolem-no!

PS - Eu sei que hoje estou para os clichés, mas quando outros já disseram melhor que nós...

Migalhas de poder

O PS-Madeira e o Bloco de Esquerda mostram-se interessados em continuar na Madeira o que os dirigentes nacionais fizeram em Lisboa. Eles dizem que que não, mas a verdade é que todos sabemos que isto poderá não passar de mais uma experiência, antecipando uma possível aliança nacional, a estabelecer já nas próximas legislativas. Mas sendo previsível, é igualmente legítimo. É naturalíssimo que o Francisco Louçã queira ser ministro. Aliás, acredito mesmo que ele poderá ser um bom ministro (desde que evite participar em manifestações orgásticas de destruição de milho transgénico, ou de andar à mocada com a polícia). Estou, portanto, a favor da coligação. Espero é que os dirigentes do Bloco deixem agora de parte a sua arrogância, altivez e pseudo-superioridade moral e assumam que são um partido como todos os outros: disposto a vender a sua agenda política em troca de umas migalhas de poder.

Sack Maclaren - Mourinho for England

No edição on-line do The Sun pergunta-se aos leitores se querem ver Mourinho à frente da selecção inglesa, substituindo no cargo Steve Mclaren.

Sem surpresa, os cibernautas ingleses não duvidam de que, com o "Special One" ao leme, a armada inglesa ganharia novo fôlgo.

"SACK MACLAREN -MOURINHO FOR ENGLAND", gritam alguns leitores do The Sun.

Será possível que tal aconteça? É esperar para ver...

Post-Scriptum: O despedimento de Mourinho é uma asneira só ao alcance de Abramovich e de Vale e Azevedo. Ele há com cada um...

...E eu voltei a ficar contente!

Ontem, os "Lobos" voltaram a perder no Mundial de Rugby. E eu voltei a ficar satisfeito (embora não possa comentar a actuação, já que não os vi jogar). O resultado, por si só, demonstra a evolução da equipa. A derrota por 39-5 (em rugby o resultado não traduz, em definitivo, uma goleada) não tem rigorosamente nada a ver com os 83-0 do jogo anterior contra a mesma Itália.

É justo lembrar que estamos a falar de uma equipa de amadores. A única que, em muitos anos, conseguiu qualificar-se para um Mundial. Parece óbvio, mas é bom recordar que ninguém exigia vitórias ou qualquer coisa do género. A única coisa que se pedia era atitude, garra, determinação. E isso, meus caros, é a imagem de marca desta selecção. Reconhecida pelos maiores portais da modalidade na net, pela imprensa estrangeira e sobretudo pelos milhares de adeptos que têm enchido os estádios.

Aliás, o primeiro jogo do Mundial a esgotar foi, adivinhem... o Portugal/Itália de ontem.

A prestação portuguesa tem, por isso, de ser considerada como extremamente positiva. Não pelos resultados, que eram o esperado, mas pelos valores que aquela equipa transporta para dentro de campo. Solidariedade, companheirismo, sacrifício, esforço são só alguns deles. Que ainda por cima andam arredados das manchetes dos nossos dias.

Se houve equipas que me fizeram sentir orgulhoso por ser português, esta foi uma delas. Por tudo aquilo que acima escrevi e por insistir em representar o país de forma tão digna numa modalidade que me diz muito.

Só para terminar, e para que se preceba o respeito que esta alcateia ganhou, fica um excerto de declarações de adversários antes e após os jogos:

- "I've seen a very good Portugal team and I have to congratulate them on the match they played" - Pierre Berbizier, treinador de Itália, após o jogo de ontem;

- "I was pretty confident we would break them down eventually, but they came out guns blazing in the first 10 minutes. It was a tough game and I'm feeling pretty bruised at the moment" - Rory Lamont, treinador da Escócia após o primeiro jogo do Campeonato;

- "Power and passion in Pool C" - Título da notícia que anunciava o jogo Portugal/Nova Zelândia no sítio do Mundial;

- "Everyone has earned the right to be here, so they deserve credit and everyone will get behind them" - Jerry Collins, capitão da Nova Zelândia, antes do jogo Portugal/Nova Zelândia;

- "They played well. There was lots of support for Portugal. To their credit they never stopped trying and never gave up" - Jerry Collins, após o jogo com Portugal;

- "Os portugueses placam com o coração" - Graham Henry, treinador da Nova Zelândia, antes do jogo contra Portugal;

18.9.07

Retrato de Família II

A PSP continua a ter pouco prestígio junto de quem serve.

Domingo, assisti a uma cena que atesta a má imagem da Polícia em Portugal.

Um grupo de uns 8 agentes foi, literalmente vaiado, ao encerrar uma festa local. Passavam 30 segundos da meia-noite e os super agentes, todos com cara de maus, invadiram a divertida multidão.

A actuar desta forma, duvido que algum dia consiga obter o respeito dos cidadãos. Desconheço as licenças, mas o bom-senso mandava que, neste caso, existisse sensibilidade e bom senso, de quem zela pelo respeito da lei.

Eles, os polícias, multam indiscriminadamente.
Eles, os polícias, impõem as leias, sem olhar a factos.
Eles, os polícias, julgam-se acima da lei.
Eles, os policias, …
Eles, os …..

Retrato de família

No hotel CS Madeira a família PS também ficou mal na fotografia. Nunca deveria ter aprovado qualquer construção. Sobretudo, acima da cota da estrada monumental.

A família PSD, autárquica, borrou o resto do retrato. Permitiu que o promotor violasse o projecto inicial. Pior do que isso, deixou a obra, irregular, avançar.

Agora não tem coragem para mandar demolir. Vai legalizar, o ilegal.

PS – A entrevista de Albuquerque ao DN-M foi, no mínimo, parabólica.

17.9.07

Ideias lunares

Apesar de algum retardamento, não posso deixar de passar algumas das afirmações do Jerónimo de Sousa, antes e pós Festa do Avante. Então não é que o homem continua a achar que na China existe uma sociedade socialista, que as FARC são um grupo de ches guevaras sequiosos de liberdade e que o Chávez é o ícone da libertação sul-americana. Eu às vezes pergunto-me onde raio é que vivem os comunistas portugueses. Na lua?!

China Town

Luís Amado diz não perceber a polémica gerada pelo facto de nem o governo nem o Presidente de República terem recebido o Dalai Lama.

Eu também não percebo como é que alguém que é ministro há tão pouco tempo possa ter assimilado tão rapidamente o que de pior existe na diplomacia portuguesa (e política em geral): mediocridade, cobardia e subserviência.

E o homem acha que é perfeitamente normal...

Mas causando-me algum espanto, não deixa de ser sintomático da forma como a Esquerda (e não só, que nesta idiotice pegada, o PSD não dá grandes lições) lida com o fenómeno China: até o Sá Fernandes acha que afastar as lojas chinesas da baixa de Lisboa - que para mim é uma atitude de higienização básica da baixa pombalina- é um acto xenófobo.

Eu não sei, mas disseram

É delicioso o agradecimento de Bush a Sócrates, relativamente à intervenção da GNR no Iraque. Aquele thank you soou-me mais a fuck you very much. Mas pode ter sido impressão minha!

15.9.07

Mais vale tarde que nunca

A decisão de abandonar a construção de um novo estádio, modernizando os Barreiros é a mais acertada. Não percebo é porque se demorou tanto tempo a chegar à conclusão óbvia. É dificil entender, de facto. A não ser que haja qualquer coisa que me esteja a escapar...

De qualquer maneira, mais vale tarde que nunca.

Portugal leave their mark

A derrota foi pesada, como era expectável. Mas jogámos bem, particularmente nos primeiros vinte minutos de cada uma das partes. E conseguir um ensaio frente à Nova Zelândia não é para todos, convenhamos. Os "Lobos", mais uma vez aplaudidos de pé, estão de parabéns. Que venha a Itália, porque a festa continua!

Já agora, e para que não restem dúvidas sobre a imagem de valentia que a equipa portuguesa está a deixar no Mundial, aqui fica este link para um texto inserido logo após a partida contra os "all blacks" no maior site de rugby da Net, o Planet Rugby.

Portugal leave their mark

13.9.07

Biko

Há exactamente 30 anos, Steve Biko, activista que defendia a resistência pacifíca ao apartheid foi covardemente assassinado.

Steve Biko

Calma e serenidade

Scolari é um excelente treinador. Que ontem teve um dia mau. Acontece. Acho que deve ser castigado pela UEFA (tal como o jogador sérvio) e reconhecer o erro. De resto, não me parece que tenha cometido algum acto de "lesa pátria".

Mais grave foi o momento de hipocrisia do treinador espanhol da Sérvia, um tal de Clemente (homem que nada de relevante ganhou até hoje). Dizer que Scolari devia ser banido do futebol quando, ainda há bem pouco tempo, ele próprio foi castigado por ter dirigido insultos racistas ao francês Henry é, no mínimo, hipócrita. Para não dizer coisa pior!

Temos todas as condições para ir ao Campeonato da Europa. E, por terras do império, fazer um excelente resultado. Há que ter alguma tranquilidade. É óbvio que ontem Scolari não contribuiu para que os ânimos serenassem, mas que Diabo, quem nunca errou...

Acredito que o homem vai dar a volta a isto. Por muito que custe ao lóbi do norte.

Post-Scriptum: Mister Scolari, não percebi aquele murrito. Se ainda tivesse sido um soco a sério, à lá João Pinto!

XV contra a Nova Zelândia

O "quinze" de Portugal para o jogo histórico contra os "all blacks":

1 Andre Silva
2 João Correia
3 Ruben Spachuck
4 Marcello d'Orey
5 Gonçalo Uva
6 Paulo Murinello
7 Diogo Coutinho
8 Vasco Uva (c)
9 Luís Pissarra
10 Gonçalo Malheiro
11 Pedro Carvalho
12 Diogo Mateus
13 Miguel Portela
14 António Aguilar
15 Pedro Leal

Há várias mudanças em relação à equipa que enfrentou a Escócia. Desde logo, sai Juan Severino, suspenso por um mês após agressão a um escocês (acto não sancionado pelo árbitro, mas que não passou despercebido nas imagens televisivas). Saem também Rui Cordeiro, Joaquim Ferreira, David Penalva, João Uva, Cardoso Pinto, José Pinto.

12.9.07

Critérios!

O Mundial de Rugby tem uma audiência mundial estimada em 4 mil milhões de pessoas em mais de 250 países. Os jogos são cobertos por 1.500 jornalistas. Foram vendidos mais de 2 milhões de bilhetes (2,4 milhões) para assistir, ao vivo, aos jogos.

O torneio gera receitas publicitárias da ordem de 60% em relação às receitas geradas pelo Mundial de futebol, que contou com 32 equipas, mais 60% do que as 20 reunidas no evento oval.

É disputado em dois países (França e Reino Unido, mais concretamente no País de Gales e na Escócia), em estádios como o Murrayfield, de Edimburgo, com capacidade para 68.000 pessoas, como o The Millennium Stadium, em Cardif, com capacidade para 73.000 pessoas, como o Stade de France (palco da final de um campeonato do mundo de futebol), onde cabem 80.000 espectadores. Passa ainda por cidades como Lyon, Marselha, Montpelier, Paris (Parc des Princes, 48 mil espectadores), Bordéus, Nantes, St. Etienne e Toulouse.

Estes números provam que se transformou no terceiro evento desportivo mais importante, logo após o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, a RTP entende que a estreia absoluta de Portugal num torneio desta natureza não é passível de ser transmitido, ou seja, que "dar" a todos os portugueses a possibilidade de ver os jogos da selecção não é serviço público. De facto, o Red Bull Air Race ou os jogos do "europeu de hóquei" é que são eventos de interesse público... À Santa Televisão. E Santos critérios...

Quinze da Nova Zelândia

O Quinze da Nova Zelândia que defrontará Portugal já foi apresntado. Com 11 jogadores diferentes daqueles que enfrentaram a Itália.

Eis os "all blacks" contra quem os "lobos" medirão forças:

1 - Neemia Tialata; 2 - Andrew Hore; 3 - Greg Somerville; - 4 Chris Jack; 5 - Ali Williams; 6 - Jerry Collins (c); 7 - Chris Masoe; 8 - Sione Lauaki; 9 - Brendon Leonard; 10 - Nick Evans; 11 - Joe Rokocoko; 12 - Aaron Mauger; 13 - Conrad Smith; 14 - Isaia Toeava; 15 - Mils Muliaina.

Um dia Depois

“Senhor Presidente, e os ladrões? Eram 10 bandidos!”
Rui Marote deputado Municipal do CDS

Pouco mais há a dizer sobre a reunião, extra, do município.
Apenas que não apareceu Ricardo Vieira e Costa Neves. Não deixa de ser sintomático. Principalmente a ausência do vereador com o pelouro do Ambiente e Salubridade da autarquia. Na altura dos factos, fazia parte da equipa de Albuquerque.

Ricardo Vieira também já demonstrou a ordem de prioridades: em primeiro lugar está o dinheiro, só depois a cidade.

O resto é ruído.