"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
11.7.07
Tempo para ser feliz
"E, sentado num rochedo, palpando-lhe a crosta enrugada com os dedos, via o mar subir silenciosamente, à luz do luar. Pensava no rosto de Lucienne, que tantas vezes acariciara, e no calor dos seus lábios. Sobre as águas, o luar, como um óleo espalhado, desenhava longos sorrisos errantes. A água devia estar tépida como a boca de uma mulher, macia e disposta a abrir-se sob os lábios de um homem. Mersault sentia como a alegria é irmã da dor, absorto por completo naquela silenciosa exaltação em que se tecem e entretecem as esperanças e os desesperos da vida de um homem. Consciente, e no entanto estrangeiro, devorado pela paixão, e desinteressado ao mesmo tempo, Mersault via que a sua própria vida e o seu destino tinham ali o seu termo e que todo o seu esforço, dali em diante, seria para se habituar àquela felicidade e enfrentar aquela verdade terrível."Albert Camus, in A Morte Feliz
Eu cá não sei
Se a senhora desconhece tudo o que se passa no seu Ministério, que raio anda por lá a fazer?
Este foi roubado
Um dos posts mais giros que li nos últimos tempos. Tá meio desactualizado, eu sei. Mas achei graça. Roubado aqui.
Notícias Peculiares do mundo desportivo"Joe Berardo quer Rui Costa na exposiçãoAfinal, Joe Berardo tem planos maiores para Rui Costa.
O comendador benfiquista quer tirar o médio dos relvados...e transferi-lo para a sua exposição no Centro Cultural de Belém.
Berardo considera Rui Costa velho para os relvados, mas vê-o com um grande futuro como obra de arte
"Fuck yeah! Acho que vai ficar bem ao lado do quadro de um gajo que se chama Picasso ou lá o que é. Vale 18 milhões...Mais ou menos o que o Rui Costa valia em 2000", afirmou o comendador, explicando ainda a razão que o levou a lançar a OPA ao Benfica: " Fernando Santos mete a equipa a jogar de tal modo que até parece arte abstracta. É uma mistura do vazio de Kandinski com a loucura de Dali."
Questionado sobre a possibilidade de incluir mais algum jogador na exposição, Joe Berardo afirmou ainda ter pensado em Nuno Gomes, mas acabou por descartar a hipótese, por não ser muito apreciador de naturezas mortas.
As camisolas cor-de-rosa foram também uma ideia de Berardo. Uma forma de aderir às novas tendências e de criar um novo impacto nos adeptos
"Fuck listen! Ver o Petit vestido de cor de rosa é um choque para o adepto. É a mesma coisa que ver o Conde Drácula vestido de Floribella, you see, desperta em nós sensações de horror e ao mesmo tempo, de beleza" concluiu Berardo."
Notícias Peculiares do mundo desportivo"Joe Berardo quer Rui Costa na exposiçãoAfinal, Joe Berardo tem planos maiores para Rui Costa.
O comendador benfiquista quer tirar o médio dos relvados...e transferi-lo para a sua exposição no Centro Cultural de Belém.
Berardo considera Rui Costa velho para os relvados, mas vê-o com um grande futuro como obra de arte
"Fuck yeah! Acho que vai ficar bem ao lado do quadro de um gajo que se chama Picasso ou lá o que é. Vale 18 milhões...Mais ou menos o que o Rui Costa valia em 2000", afirmou o comendador, explicando ainda a razão que o levou a lançar a OPA ao Benfica: " Fernando Santos mete a equipa a jogar de tal modo que até parece arte abstracta. É uma mistura do vazio de Kandinski com a loucura de Dali."
Questionado sobre a possibilidade de incluir mais algum jogador na exposição, Joe Berardo afirmou ainda ter pensado em Nuno Gomes, mas acabou por descartar a hipótese, por não ser muito apreciador de naturezas mortas.
As camisolas cor-de-rosa foram também uma ideia de Berardo. Uma forma de aderir às novas tendências e de criar um novo impacto nos adeptos
"Fuck listen! Ver o Petit vestido de cor de rosa é um choque para o adepto. É a mesma coisa que ver o Conde Drácula vestido de Floribella, you see, desperta em nós sensações de horror e ao mesmo tempo, de beleza" concluiu Berardo."
10.7.07
Porque me apetece
Como já devem ter reparado, há algum tempo que ando a postar excertos.
Não há qualquer critério na selecção, excepto serem excertos de autores que admiro. Continuarei a fazê-lo, até deixar de o fazer. Divirtam-se!
Não há qualquer critério na selecção, excepto serem excertos de autores que admiro. Continuarei a fazê-lo, até deixar de o fazer. Divirtam-se!
Descrédito ao serviço do governo
Um almoço
Há dias almocei com um amigo que não via há muito tempo. A conversa, sempre interessante, descamba para o ritmo frenético das sociedades onde o stress, a má alimentação e os vícios instituídos aparentemente provocam anomalias graves ao seu funcionamento. O meu amigo defende a intervenção do Estado no assunto, um pouco à semelhança das novas teorias que por aí estacionaram. Confesso-lhe o meu drama e o meu horror: em nome do Estado muita utopia foi perseguida e muita gente queimada. O argumento não o demove. Por momentos, calculo que o meu amigo também seja dos fanáticos que só comem moderadamente, que não bebem, que não fumam e, desconfio eu, que também não copulam, não vá o coração ceder.
De cada vez que oiço alguém falar sobre exercício, colesterol e doenças com nomes estranhos, o Castelo dos Hambúrgueres assume-se como maravilhosa desforra e agradável premonição. No fundo, adoro pensar em dieta enquanto mastigo e enfardo suculentos nacos de carne a pensar na refeição seguinte. O meu amigo ouve-me e, claro, contesta, barafusta, esperneia, grita. Remato dizendo-lhe que o Estado já está a cuidar de nós e que não vale a pena a conversa gerar um ataque cardíaco súbito. Dou-lhe um simples exemplo: o Lucky Luke, que anda a cavalo (um meio de locomoção amigo do ambiente, se exceptuarmos as bostas lançadas, embora sejam sem chumbo 95), ficou sem o cigarro para herdar um pedaço de inestética palha. Tudo em nome da promoção dos estilos de vida saudáveis tão do agrado dos governos.
Claro que um dia, temo eu, esta situação poderá ser mudada. Afinal, nunca se sabe se não vão descobrir que mastigar palha pode provocar trezentos e dezasseis cancros de variada ordem. Ou que andar a cavalo pode provocar a perda de virgindade nas meninas. Mas isso serão outras histórias. Ou outros argumentos se preferirem.
De cada vez que oiço alguém falar sobre exercício, colesterol e doenças com nomes estranhos, o Castelo dos Hambúrgueres assume-se como maravilhosa desforra e agradável premonição. No fundo, adoro pensar em dieta enquanto mastigo e enfardo suculentos nacos de carne a pensar na refeição seguinte. O meu amigo ouve-me e, claro, contesta, barafusta, esperneia, grita. Remato dizendo-lhe que o Estado já está a cuidar de nós e que não vale a pena a conversa gerar um ataque cardíaco súbito. Dou-lhe um simples exemplo: o Lucky Luke, que anda a cavalo (um meio de locomoção amigo do ambiente, se exceptuarmos as bostas lançadas, embora sejam sem chumbo 95), ficou sem o cigarro para herdar um pedaço de inestética palha. Tudo em nome da promoção dos estilos de vida saudáveis tão do agrado dos governos.
Claro que um dia, temo eu, esta situação poderá ser mudada. Afinal, nunca se sabe se não vão descobrir que mastigar palha pode provocar trezentos e dezasseis cancros de variada ordem. Ou que andar a cavalo pode provocar a perda de virgindade nas meninas. Mas isso serão outras histórias. Ou outros argumentos se preferirem.
O Live Earth II
Depois do concerto veio o debate na RTP. Na conversa, concluiu-se, imagine-se a surpresa!, que o homem é o único responsável pelo aquecimento global e por todas as suas nefastas consequências. À cabeça, o suspeito do costume que atende por Estados Unidos, mais o capitalismo selvagem que tudo comercializa e que também é receita para todos os males. Lamentavelmente, a tese merecia ser contrariada por alguém que estivesse, ainda, na posse de todas as suas faculdades mentais. Talvez bastasse lembrar que há poucos séculos atrás, a temperatura sofreu iguais alterações, ao que consta sem interferência do capitalista americano, esse indigente sem escrúpulos. Curiosidade acessória: os EUA não existiam na altura. Podíamos ir mais longe: quem sabe até à extinção dos dinossauros e ao parque jurássico. Mas como hoje em dia debater significa juntar em estúdio gente com a mesma opinião politicamente correcta, mais a Maria Elisa recentemente ressuscitada, percebi que o erro só podia ser meu. Como alguém me costuma dizer, homilias só na missa. E ainda assim, acrescento eu, depende do padre.
O Live Earth
Em várias cidades do mundo, a guitarrada saiu à rua durante 24h. Objectivos: alertar para o aquecimento global, promover o Sr. Al Gore, que por acaso passava nas redondezas, e espantar as poucas aves que ainda restam. Folgo em saber que os senhores músicos são uns entusiastas do ambiente e que não têm carros potentes, casas energeticamente disformes (como o Sr. Gore) e que não são doidos a comprar, e a gastar, coisas que não precisam, produzindo lixo desnecessário. De qualquer maneira, muita gente se entusiasmou com a chamada de atenção para a poluição e outras variantes, fenómeno muito em voga e que fica bem no gráfico. O próprio Sr. Gore, nota-se, está mais gordo. No fundo, um sinal inequívoco que o ambiente já recupera.
"Lassidão tingida de espanto"
"Começar a pensar é começar a ser consumido. A sociedade não tem grande coisa a ver com estes princípios. O veneno está no coração do homem. É aí que ele deve ser procurado. Esse jogo mortal, que vai da lucidez perante a existência à evasão fora da luz, é preciso segui-lo e compreendê-lo. (...)O suicídio é apenas a confissão de que a existência não vale a pena. (...)
Qual é então esse incalculável sentimento que priva o espírito do sono necessário à sua vida? Um mundo que se pode explicar, mesmo com más razões, é um mundo familiar. Mas, pelo contrário, num universo subitamente privado de ilusões e de luzes, o homem sente-se um estrangeiro. Tal exílio é sem recurso, visto que privado das recordações de uma pátria perdida ou da esperança de uma terra prometida. Este divórcio entre o homem e a sua vida, entre o actor e o cenário é que é verdadeiramente o sentimento do absurdo. (...)
O sentimento do absurdo pode esbofetear qualquer homem à esquina de qualquer rua. Em si mesmo, na sua nudez desoladora, na sua luz sem esplendor, é inapreensível. (...)
Acontece que os cenário desabam. Os gestos de levantar, o carro-eléctrico, quatro horas de escritório ou de fábrica, refeição carro-eléctrico, quatro horas de trabalho, refeição, sono, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado no mesmo ritmo, essa estrada segue-se com facilidade a maior parte do tempo. Só que um dia o «porquê» se levanta e tudo recomeça nessa lassidão tingida de espanto. (...) A simples preocupação está na origem de tudo."
Albert Camus, in O Mito de Sísifo
Júdice culpado de trapalhada
Sinceramente não acredito que José Miguel Júdice se tenha prestado a jogadas politiqueiras de bastidor para benefício próprio. Por mais que não seja porque o homem não precisa. O seu prestígio precede-o.
Mas é muito estranho Júdice ter aceite ser mandatário de António Costa e ser depois nomeado para coordenador da recuperação da frente Tejo. Para além de não se conhecer os méritos de Júdice ao nível de urbanismo ou de gestão e administração.
Todavia, eu tenho o ex-bastonário por homem sério (o mesmo já não digo de António Costa ou José Sócrates) e dou-lhe o benefício da dúvida. Na minha opinião, o único pecadilho que podemos imputar a Júdice é a falta de discernimento para recordar a velha máxima de Cícero: à mulher de César não basta ser séria; é também preciso parecê-lo.
Mas é muito estranho Júdice ter aceite ser mandatário de António Costa e ser depois nomeado para coordenador da recuperação da frente Tejo. Para além de não se conhecer os méritos de Júdice ao nível de urbanismo ou de gestão e administração.
Todavia, eu tenho o ex-bastonário por homem sério (o mesmo já não digo de António Costa ou José Sócrates) e dou-lhe o benefício da dúvida. Na minha opinião, o único pecadilho que podemos imputar a Júdice é a falta de discernimento para recordar a velha máxima de Cícero: à mulher de César não basta ser séria; é também preciso parecê-lo.
Watch again!
Hoje em dia, "sociedade civil" é sinónimo de "Compromisso Portugal". E é ver a comunicação social portuguesa (especialmente aquela especialista em economia que também se julga especialista em política) embevecida a olhar os seus paladinos... Que é como quem diz, os defensores do neo-liberalismo. Patético, se não fosse tão perigoso!
9.7.07
O regresso
O meu fim-de-semana despertou com uma visita ao Espigão. Trata-se de uma pequena localidade no concelho da Ribeira Brava. O carro já chega lá, mas uma vereda continua a ser percorrida por muitos moradores. Precisam meia hora para descer montanha abaixo. 45 para subir. É um dos sítios mais bonitos da Madeira. Não vem nos guias de turismo e a maioria dos madeirenses não sabe onde fica.
À noite fui à poncha. Ia tomar uma, bebi duas…. À saída foi interpelado por dois indivíduos.
-Perdon, Funchal???
A resposta foi imediata.
-Não!
A Caminho, repensei….e questionei quem me acompanhava se deveria ou não dar boleia. Realizadas as considerações, sobre o aspecto, a pronúncia, concluímos que seriam canários. Regressei , de propósito, para lhes dar boleia. Uma das primeiras perguntas foi de onde eram? Barcelona! Tinham acabado de aterrar. Apanharam um táxi e foram por indicação do recepcionista do hotel a Câmara de Lobos. Queriam voltar para o ponto de partida mas não existiam táxis.
Na sexta enquanto o povo superior ouvia jazz, passei pelo café do Museu. Reparei que a Igreja do Colégio já está de rosto lavado. Também vi uma simpática senhora. Separava-nos uma mesa. Ofereci-lhe uma bebida. Pediu ao empregado um café.
O tecno embalava a noite dos que chegavam. Entretanto ela adormeceu. Antes olhava para o vazio. Aproveitei para perguntar quem era. O empregado disse que costumava aparecer e ficava por ali até à hora de fechar (2 horas)…Dizia-lhes que tinha um quarto!
À noite fui à poncha. Ia tomar uma, bebi duas…. À saída foi interpelado por dois indivíduos.
-Perdon, Funchal???
A resposta foi imediata.
-Não!
A Caminho, repensei….e questionei quem me acompanhava se deveria ou não dar boleia. Realizadas as considerações, sobre o aspecto, a pronúncia, concluímos que seriam canários. Regressei , de propósito, para lhes dar boleia. Uma das primeiras perguntas foi de onde eram? Barcelona! Tinham acabado de aterrar. Apanharam um táxi e foram por indicação do recepcionista do hotel a Câmara de Lobos. Queriam voltar para o ponto de partida mas não existiam táxis.
Na sexta enquanto o povo superior ouvia jazz, passei pelo café do Museu. Reparei que a Igreja do Colégio já está de rosto lavado. Também vi uma simpática senhora. Separava-nos uma mesa. Ofereci-lhe uma bebida. Pediu ao empregado um café.
O tecno embalava a noite dos que chegavam. Entretanto ela adormeceu. Antes olhava para o vazio. Aproveitei para perguntar quem era. O empregado disse que costumava aparecer e ficava por ali até à hora de fechar (2 horas)…Dizia-lhes que tinha um quarto!
6.7.07
Sotto le stelle del jazz
Certi capivano il jazz
l’argenteria spariva…
ladri di stelle e di jazz
così eravamo noi,
così eravamo noi
Pochi capivano il jazz
troppe cravatte sbagliate…
ragazzi-scimmia del jazz
così eravamo noi,
così eravamo noi
Sotto le stelle del jazz,
ma quanta notte è passata…
Marisa, svegliami, abbracciami
è stato un sogno fortissimo…
Le donne odiavano il jazz
“non si capisce il motivo”
du-dad-du-dad
Sotto le stelle del jazz
un uomo-scimmia cammina,
o forse balla, chissà
du-dad-du-dad
Duemila enigmi nel jazz
ah, non si capisce il motivo…
nel tempo fatto di attimi
e settimane enigmistiche…
Sotto la luna del jazz…
Paolo Conte
Começou ontem o Funchal Jazz. Para bem dos nossos pecados. E ouvidos.
(Infelizmente, o senhor acima só pode ser ouvido nos intervalos entre as actuações...).
l’argenteria spariva…
ladri di stelle e di jazz
così eravamo noi,
così eravamo noi
Pochi capivano il jazz
troppe cravatte sbagliate…
ragazzi-scimmia del jazz
così eravamo noi,
così eravamo noi
Sotto le stelle del jazz,
ma quanta notte è passata…
Marisa, svegliami, abbracciami
è stato un sogno fortissimo…
Le donne odiavano il jazz
“non si capisce il motivo”
du-dad-du-dad
Sotto le stelle del jazz
un uomo-scimmia cammina,
o forse balla, chissà
du-dad-du-dad
Duemila enigmi nel jazz
ah, non si capisce il motivo…
nel tempo fatto di attimi
e settimane enigmistiche…
Sotto la luna del jazz…
Paolo Conte
Começou ontem o Funchal Jazz. Para bem dos nossos pecados. E ouvidos.
(Infelizmente, o senhor acima só pode ser ouvido nos intervalos entre as actuações...).
4.7.07
Em festa
Portugal recebeu embevecido, e de braços abertos, a presidência da União. O acontecimento meteu uns rapazes à volta do primeiro-ministro, uns concertos onde não cabia toda a gente e umas conferências de imprensa, em que também participou o Dr. Barroso, um ex-conhecido nosso. Para os próximos seis meses, a agenda antecipa recital de fino recorte sob a batuta do nosso primeiro que esperamos nós não precise de falar em inglês técnico.
Claro está que os próximos seis meses serão para esquecer. O próprio Eng. (?) Sócrates já veio avisar que quer (exige? deseja?) um esforço colectivo para que o país deixe uma imagem positiva junto dos outros líderes europeus (é expressamente proibido manifestar-se contra o governo ou colar cartazes com piadas sobre ministrospor exemplo). Suponho eu, no fundo, que o ideal seria que os portugueses momentaneamente deixassem de existir (talvez metendo férias por seis meses) varrendo-se, assim, e de uma assentada, a chatice que são os nossos problemas colectivos da agenda mediática.
Entretanto, a principal função da nossa grandiosa presidência é fazer aprovar uma constituição disfarçada de tratado. A tarefa foi já assumida pelos gémeos portugueses, Dupond e Dupont, perdão, Sócrates e Barroso, o que implicará que o futuro tratado fique conhecido por Tratado de Lisboa. (Sonoridades à parte, Tratado de Lisboa soa bem melhor que Tratado de Liubliana, com a vantagem evidente da maioria dos portugueses saber onde fica Lisboa e quase ninguém saber o que é ou onde fica Liubliana.)
Em auxílio da presidência portuguesa, o Dr. Cavaco, outrora um não resignado, fez saber que acha o referendo nacional (uma promessa eleitoral) ao futuro tratado um empecilho sem fundamento. Fica claro que também para o Dr. Cavaco, os portugueses são uma maçada que se trata ignorando, como os actuais níveis educacionais, aliás, recomendam. Na verdade, perante o gritante estado de ataraxia vigente, viver na ignorância é aconselhável e um sinal enorme de felicidade. E garante, por acréscimo, uma exemplar sobrevivência. Para quê fazer perguntas incómodas, quando a resposta a dar só pode ser uma?
Claro está que os próximos seis meses serão para esquecer. O próprio Eng. (?) Sócrates já veio avisar que quer (exige? deseja?) um esforço colectivo para que o país deixe uma imagem positiva junto dos outros líderes europeus (é expressamente proibido manifestar-se contra o governo ou colar cartazes com piadas sobre ministrospor exemplo). Suponho eu, no fundo, que o ideal seria que os portugueses momentaneamente deixassem de existir (talvez metendo férias por seis meses) varrendo-se, assim, e de uma assentada, a chatice que são os nossos problemas colectivos da agenda mediática.
Entretanto, a principal função da nossa grandiosa presidência é fazer aprovar uma constituição disfarçada de tratado. A tarefa foi já assumida pelos gémeos portugueses, Dupond e Dupont, perdão, Sócrates e Barroso, o que implicará que o futuro tratado fique conhecido por Tratado de Lisboa. (Sonoridades à parte, Tratado de Lisboa soa bem melhor que Tratado de Liubliana, com a vantagem evidente da maioria dos portugueses saber onde fica Lisboa e quase ninguém saber o que é ou onde fica Liubliana.)
Em auxílio da presidência portuguesa, o Dr. Cavaco, outrora um não resignado, fez saber que acha o referendo nacional (uma promessa eleitoral) ao futuro tratado um empecilho sem fundamento. Fica claro que também para o Dr. Cavaco, os portugueses são uma maçada que se trata ignorando, como os actuais níveis educacionais, aliás, recomendam. Na verdade, perante o gritante estado de ataraxia vigente, viver na ignorância é aconselhável e um sinal enorme de felicidade. E garante, por acréscimo, uma exemplar sobrevivência. Para quê fazer perguntas incómodas, quando a resposta a dar só pode ser uma?
Atrás de um grande homem...
O futebol em Portugal é tão atrevido que a principal testemunha do processo Apito Dourado saiu directamente do submundo da table dance, um mercado em franca expansão, para o top das livrarias nacionais, um mercado em óbvia degradação. Capacidades literárias e dançarinas à parte, reconheça-se pelo menos que o enredo trouxe a consagração de um popular e antigo aforismo: atrás de um grande homem, vem sempre uma grande mulher. Ou até duas, como neste caso.
Rua com eles
Absolutamente deplorável. E mais uma vez, incomoda-me que este ministro não seja responsabilizado pela sua atitude absolutamente anti-democrática!
Mas é esta a lógica do governo do bacharel Sócrates (venham lá agora acusar-me de apenas querer ofender Sua Excelência!).
A atitude do senhor foi tão absurda que até incomodou o Comissário Europeu!
Vergonhoso.
Liberdades

Parece que a questão do anonimato e da diferença entre ofensa e crítica está de novo na agenda do dia da blogosfera. Alegra-me, porque o debate elucida.
Quero, assim, contribuir com mais uma pequena reflexão.
Se por um lado reconheço que não é simpático sermos vítimas de ofensas por parte de outrém, anónimos ou não, por outro, convictamente, acredito que a liberdade será sempre a resposta. A cobardia revelada pelos anónimos, que populam pela blogosfera com a única intenção de ofender, humilhar e caluniar preocupa-me, mas opto por não colocar nenhum enable nos meus posts, porque tenho algum medo em me instituir como "controleiro".
Não sendo anarquista, afinal reconheço como necessário o controle, para uma correcta organização, logo responsabilização, receio a tentação do domínio. Por isso, se depender de mim, não serão colocados quaisquer entraves à liberdade dos outros. Porque apesar da minha liberdade acabar, efectivamente, onde começa a do outro, eu sou responsável exclusivamente pela minha. E não quero ter que ser eu a assumir o ónus que definir o que os outros podem ou não escrever! Até onde os outros podem ou não ir. Porque estaria sempre a entrar num domínio que não é meu.
Quero, assim, contribuir com mais uma pequena reflexão.
Se por um lado reconheço que não é simpático sermos vítimas de ofensas por parte de outrém, anónimos ou não, por outro, convictamente, acredito que a liberdade será sempre a resposta. A cobardia revelada pelos anónimos, que populam pela blogosfera com a única intenção de ofender, humilhar e caluniar preocupa-me, mas opto por não colocar nenhum enable nos meus posts, porque tenho algum medo em me instituir como "controleiro".
Não sendo anarquista, afinal reconheço como necessário o controle, para uma correcta organização, logo responsabilização, receio a tentação do domínio. Por isso, se depender de mim, não serão colocados quaisquer entraves à liberdade dos outros. Porque apesar da minha liberdade acabar, efectivamente, onde começa a do outro, eu sou responsável exclusivamente pela minha. E não quero ter que ser eu a assumir o ónus que definir o que os outros podem ou não escrever! Até onde os outros podem ou não ir. Porque estaria sempre a entrar num domínio que não é meu.
Que é como quem diz: separar o trigo do joio.
"Quando falámos da realidade religiosa concreta, distinguimos a sua dimensão de eternidade, seus amálgamas com formas temporais caducas e os compromissos para que os homens a arrastam. O espírito religioso não consiste em cobrir tudo isto com apologias, mas, muito antes, em libertar o autêntico do inautêntico, o permanente do caduco. Aqui se encontra com o espírito do personalismo.Os compromissos do cristianismo contemporâneo acumulam muitas sobrevivências históricas: a velha tentação teocrática do domínio das consciências pelo Estado; o conservadorismo social que liga o destino da fé a regimes utltrapassados; a dura lógica do dinheiro, que guia o que deveria servir. (...)
Quem quiser manter os valores cristãos em todo o seu vigor deve organizar, para todo os lados, a ruptura do cristianismo com as desordens estabelecidas. (...)
O Cristianismo já não está sozinho. Realidades maciças e valores incontestáveis nascem aparentemente fora do seu âmbito, suscitam morais, heroísmos, quase santidades.
Por outro lado, parece que o cristianismo ainda não realizou com o mundo moderno (desenvolvimento da consciência, da razão, da ciência, da técnica e das massas trabalhadoras) a união conseguida com o mundo medieval. Estará a atingir o fim? Não será este divórcio prova evidente? Um estudo mais desenvolvido destes factos leva-nos, no entanto, a pensar que esta crise não é o fim do cristianismo mas o fim duma cristandade, dum corrompido regime do mundo cristão que rompe suas amarras e parte à deriva deixando atrás de si os pioneiros de uma nova cristandade. Parece-nos que, depois de durante séculos ter talvez roçado a tentação judaica da instalação directa do Reino de Deus no plano dos poderes terrestres, o cristinanismo regressa lentamente à sua posição primitiva (...)."
"Toda a gama de comportamentos que a fenomenologia religiosa liberta, reencontram-se em quadros novos, sob formas geralmente degradadas, muito retrógadas em relação ao cristianismo, exactamente na medida em que o universo pessoal e suas exigências são mais ou menos eliminados."
Emmanuel Mounier, in Personalismo
Munch, Golgotha
Questão de princípio
É indiscutivel que a Assembleia Regional necessita de novas regras sobre incompatibilidades. É óbvio que existem situações que criam dúvidas sobre quem legisla e sobre quem beneficia dessa legislação. É claro que o tema deve ser debatido urgentemente. É fundamental que o debate seja abrangente, ou seja, que envolva o poder a e oposição. Como está actualmente a situação não pode ficar. Até porque, como li recentemente (e perdoem-me, porque não me recordo quem o escreveu), a ideia de que com regras mais apertadas se afasta o melhores da política não me parece ser a mais correcta (os melhores serão unicamente os empresários e advogados)?
Mas também me parece evidente que as regiões não podem, sob pena de verem violentados os princípios autonómicos, sujeitar-se a todas as regras impostas de fora, sem serem tidas ou achadas. Foi, aliás, essa a base que sustentou a posição do Governo Regional dos Açores. É de facto uma questão de princípio.
Agora, que as coisas têm de mudar na AR, lá isso têm. E mais cedo ou mais tarde o PSD vai ter de perceber isso.
Mas também me parece evidente que as regiões não podem, sob pena de verem violentados os princípios autonómicos, sujeitar-se a todas as regras impostas de fora, sem serem tidas ou achadas. Foi, aliás, essa a base que sustentou a posição do Governo Regional dos Açores. É de facto uma questão de princípio.
Agora, que as coisas têm de mudar na AR, lá isso têm. E mais cedo ou mais tarde o PSD vai ter de perceber isso.
Apontamentos sem nome
Após suspender o mandato, o vereador Carlos Pereira terá mais tempo para o seu blog, indiscutivelmente.
Agora a sério, é bom que apareçam outros espaços na blogosfera. Se trouxerem novas ideias para o debate, tanto melhor.
Agora a sério, é bom que apareçam outros espaços na blogosfera. Se trouxerem novas ideias para o debate, tanto melhor.
Viagem divertida
Façam uma visita guiada à caixa de comentários do Esquerda Revolucionária. Vale a pena. É uma viagem verdadeiramente divertida.
Mas afinal, quem é o Coelho (desculpem a falta de informação, mas ando mesmo afastado destas coisas da política)?
Mas afinal, quem é o Coelho (desculpem a falta de informação, mas ando mesmo afastado destas coisas da política)?
3.7.07
Sobre pássaros, mulheres e deuses
Cara amiga WOAB,
não seria necessário tanto, até porque sei o que pensas sobre a Igreja Católica e sobre o que entendes ser a posição desta Instituição acerca da mulher. Ainda assim, acho que exageraste na dose. O post revela a contundência e impetuosidade que te são características e com que encaras a vida. A violência, contudo, não é habitual. A fotografia do Witkin representaria algum frade?...
Mas como te deste ao trabalho que me elucidar uma vez mais, acho que por uma questão de delicadeza te estou devedor de alguns esclarecimentos. Ou, sem tanto pretensiosismo, de alguma réplica.
Não me sinto digno, preparado ou mandatado para assumir o papel de advogado do diabo – salvo seja! –, o que neste particular significa assumir a defesa da Igreja relativamente às tuas acusações.
Mas seria importante clarificar algumas delas.
Gozas com o encerramento do limbo, mas para uma instituição como a Igreja é fundamental não existirem mal-entendidos, como se revelava esse não-lugar. Apesar do conceito de limbo nunca ter integrado a doutrina católica, fez parte do catecismo (até 1982), sendo um conceito algo obscuro – que de resto foi inventado na época medieval para dar guarida a crianças e justos que, não sendo baptizados, não seriam, todavia, merecedores do castigo eterno do demiurgo (os filósofos também foram para lá atirados por Dante Alighieri, como sabes). Era importante esclarecer que lugar ocupava dentro da doutrina e foi isso que foi feito.
Quanto às criancinhas, a própria Igreja entregou-as à misericórdia divina, não carecendo, portanto, da tua preocupação.
Efectivamente, a Igreja está em dívida para com a Mulher. Secularmente, a mulher foi atirada para um papel menor na engrenagem da Igreja. Apesar da infalibilidade do seu líder relativamente às coisas religiosas, a Igreja foi demasiado imperfeita por não ter sabido dissociar o estatuto sociológico da mulher, da posição que esta seria merecedora dentro da estrutura eclesial. Ou seja, a Igreja foi orientada por homens que lançaram a mulher para o papel que esta ocupava na sociedade, numa atitude pouco conforme aos ensinamentos de Jesus Cristo.
A Igreja é, efectivamente, culpada por se ter deixado enredar nos constragimentos e vicissitudes historico-socio-culturais, não tendo sabido se libertar ou libertar a mulher, conforme aquela que tinha sido a prática de Jesus Cristo, que reconhecia na mulher uma interlocutora igual em densidade ontológica e ética e em capacidade intelectual, como nos diz S. Lucas.
Portanto, reconheço como legítimas algumas das críticas.
Mas seguindo o teu raciocínio, terias que deixar de te afirmar como portuguesa, ou europeia, ou até feminista, porque qualquer uma destas “instituições” está situada num contexto historico-socio-cultural: a tradição judaico-cristã defendeu a sociedade patriarcal, não tendo, portanto, lugar para ti; existem muitas correntes feministas (algumas mais idiotas que outras) e de certeza que não te identificas com todas. Não há, igualmente, lugar para ti. Em rigor, não há lugar para a mulher libertada. Teria que ser inventado assim uma espécie de…limbo!
Quanto ao Espírito Santo profanador do ventre feminino, sinceramente nunca vi onde aqui reside o vector opressivo. A concepção sem pecado não diminui a mulher: engrandece-a, porque o Salvador não tem semente do homem, mas nasce do ventre da mulher.
O pecado original?... Outra invenção de filósofo (desta feita de Santo Agostinho), para impedir que a origem do pecado se situasse em Deus.
Relativamente à galeria de Santas, estas são modelos de virtude e muito poucas são virgens. Aliás, exceptuando Maria, assim de repente não me recordo de nenhuma cujo modelo de virtude seja a sua virgindade. Ainda assim, admito que a Igreja não tenha sabido lidar convenientemente com aquilo que diferencia os géneros. Mas, também isso começa a mudar.
Replicar-me-ias com justeza: mas se assim é, se a Igreja faz hoje esse acto de contrição, porque não emendar rapidamente a mão e repor a integralidade dos direitos que são devidos à mulher? Porque a Igreja padece do pecado da lentidão de processos. É algo inevitável, mas não será no ritmo que a contemporaneidade exige.
Curioso é que algumas mudanças estão à vista e não são propostas de fora, mas derivam de um movimento interno. São as tais que limpam, fazem arranjos florais e ministram catequese que exigem a sua libertação. Num movimento todo ele cristão.
Seres ou não cristã, nada tem a ver com feminilidade. Na minha opinião, tem apenas a ver com essa tua rebeldia irascível que te faz virar contra qualquer instituição.
PS – Perante um tão contundente post, a resposta não poderia ser em forma de comentário, naturalmente.
PS2 - Dispensei-me de preâmbulos elogiosos ao teu texto. Saberás o que me parecerá.
não seria necessário tanto, até porque sei o que pensas sobre a Igreja Católica e sobre o que entendes ser a posição desta Instituição acerca da mulher. Ainda assim, acho que exageraste na dose. O post revela a contundência e impetuosidade que te são características e com que encaras a vida. A violência, contudo, não é habitual. A fotografia do Witkin representaria algum frade?...
Mas como te deste ao trabalho que me elucidar uma vez mais, acho que por uma questão de delicadeza te estou devedor de alguns esclarecimentos. Ou, sem tanto pretensiosismo, de alguma réplica.
Não me sinto digno, preparado ou mandatado para assumir o papel de advogado do diabo – salvo seja! –, o que neste particular significa assumir a defesa da Igreja relativamente às tuas acusações.
Mas seria importante clarificar algumas delas.
Gozas com o encerramento do limbo, mas para uma instituição como a Igreja é fundamental não existirem mal-entendidos, como se revelava esse não-lugar. Apesar do conceito de limbo nunca ter integrado a doutrina católica, fez parte do catecismo (até 1982), sendo um conceito algo obscuro – que de resto foi inventado na época medieval para dar guarida a crianças e justos que, não sendo baptizados, não seriam, todavia, merecedores do castigo eterno do demiurgo (os filósofos também foram para lá atirados por Dante Alighieri, como sabes). Era importante esclarecer que lugar ocupava dentro da doutrina e foi isso que foi feito.
Quanto às criancinhas, a própria Igreja entregou-as à misericórdia divina, não carecendo, portanto, da tua preocupação.
Efectivamente, a Igreja está em dívida para com a Mulher. Secularmente, a mulher foi atirada para um papel menor na engrenagem da Igreja. Apesar da infalibilidade do seu líder relativamente às coisas religiosas, a Igreja foi demasiado imperfeita por não ter sabido dissociar o estatuto sociológico da mulher, da posição que esta seria merecedora dentro da estrutura eclesial. Ou seja, a Igreja foi orientada por homens que lançaram a mulher para o papel que esta ocupava na sociedade, numa atitude pouco conforme aos ensinamentos de Jesus Cristo.
A Igreja é, efectivamente, culpada por se ter deixado enredar nos constragimentos e vicissitudes historico-socio-culturais, não tendo sabido se libertar ou libertar a mulher, conforme aquela que tinha sido a prática de Jesus Cristo, que reconhecia na mulher uma interlocutora igual em densidade ontológica e ética e em capacidade intelectual, como nos diz S. Lucas.
Portanto, reconheço como legítimas algumas das críticas.
Mas seguindo o teu raciocínio, terias que deixar de te afirmar como portuguesa, ou europeia, ou até feminista, porque qualquer uma destas “instituições” está situada num contexto historico-socio-cultural: a tradição judaico-cristã defendeu a sociedade patriarcal, não tendo, portanto, lugar para ti; existem muitas correntes feministas (algumas mais idiotas que outras) e de certeza que não te identificas com todas. Não há, igualmente, lugar para ti. Em rigor, não há lugar para a mulher libertada. Teria que ser inventado assim uma espécie de…limbo!
Quanto ao Espírito Santo profanador do ventre feminino, sinceramente nunca vi onde aqui reside o vector opressivo. A concepção sem pecado não diminui a mulher: engrandece-a, porque o Salvador não tem semente do homem, mas nasce do ventre da mulher.
O pecado original?... Outra invenção de filósofo (desta feita de Santo Agostinho), para impedir que a origem do pecado se situasse em Deus.
Relativamente à galeria de Santas, estas são modelos de virtude e muito poucas são virgens. Aliás, exceptuando Maria, assim de repente não me recordo de nenhuma cujo modelo de virtude seja a sua virgindade. Ainda assim, admito que a Igreja não tenha sabido lidar convenientemente com aquilo que diferencia os géneros. Mas, também isso começa a mudar.
Replicar-me-ias com justeza: mas se assim é, se a Igreja faz hoje esse acto de contrição, porque não emendar rapidamente a mão e repor a integralidade dos direitos que são devidos à mulher? Porque a Igreja padece do pecado da lentidão de processos. É algo inevitável, mas não será no ritmo que a contemporaneidade exige.
Curioso é que algumas mudanças estão à vista e não são propostas de fora, mas derivam de um movimento interno. São as tais que limpam, fazem arranjos florais e ministram catequese que exigem a sua libertação. Num movimento todo ele cristão.
Seres ou não cristã, nada tem a ver com feminilidade. Na minha opinião, tem apenas a ver com essa tua rebeldia irascível que te faz virar contra qualquer instituição.
PS – Perante um tão contundente post, a resposta não poderia ser em forma de comentário, naturalmente.
PS2 - Dispensei-me de preâmbulos elogiosos ao teu texto. Saberás o que me parecerá.
2.7.07
Poderia ser mentira?
"Neste terrível lamaçal de mentira e de cobardia, ouve-se de vez em quando: «Actos! Actos! Actos! Nada de palavras!». E o facto supremo, o grande facto, o facto fecundo, o facto redentor, seria que cada um dissesse a sua verdade. Sem nada mais do que isso, estaríamos do outro lado do abismo que se nos abre debaixo dos pés. E contudo há miseráveis que, não se atrevendo a defender a mentira, a hedionda mentira, tratam de fazê-la passar por ilusão e falam-nos do seu poder e do alívio que se procura ao enganar conscientemente.
Não: a arte é o que mais longe está da mentira, e a mentira é o que de mais profundamente inestético existe. Não: a mentira não é nunca consolo, e a ilusão consoladora não é mentira."
Miguel Unamuno, in Solidão
1.7.07
Dia da Região
Do vale à montanha e do mar a serra,
Teu povo humilde, estóico e valente
Entre a rocha dura te lavrou a terra,
Para lançar, do pão, a semente:
Herói do trabalho na montanha agreste,
Que se fez ao mar em vagas procelosas:
Os louros da vitória, em tuas mãos calosas
Foram a herança que a teus filhos deste.
Por esse Mundo além
Madeira teu nome continua
Em teus filhos saudosos
Que além fronteiras
De ti se mostram orgulhosos.
Por esse Mundo além,
Madeira, honraremos tua História
Na senda do trabalho
Nós lutaremos
Alcançaremos
Teu Bem-estar e Glória.
Teu povo humilde, estóico e valente
Entre a rocha dura te lavrou a terra,
Para lançar, do pão, a semente:
Herói do trabalho na montanha agreste,
Que se fez ao mar em vagas procelosas:
Os louros da vitória, em tuas mãos calosas
Foram a herança que a teus filhos deste.
Por esse Mundo além
Madeira teu nome continua
Em teus filhos saudosos
Que além fronteiras
De ti se mostram orgulhosos.
Por esse Mundo além,
Madeira, honraremos tua História
Na senda do trabalho
Nós lutaremos
Alcançaremos
Teu Bem-estar e Glória.
30.6.07
Michelle faz sucesso em Wimbledon
Parece que, finalmente, o ténis português terá uma figura de referência. Michelle Archer de Brito, uma jovem tenista que neste momento complementa a formação nos Estados Unidos, é elogiada assim no sítio oficial do Torneio de Wimbledon:
"All today’s junior matches have been cancelled, including Michelle Larcher de Brito’s (she’s my tip for the top so remember the name – the Portuguese Prodigy, they’ll be calling her in a few years time)."
Michelle compete no Campeonato Júnior e tem sido uma das revelações.
Para a modalidade (uma das minhas favoritas, de resto), ter uma figura com algum relevo internacional é fundamental para atrair practicantes, sponsors e público.
De qualquer maneira, se Michelle tiver sucesso, a única pessoa que em Portugal pode reclamar para si algum do mérito é o pai (e treinador) da tenista. De resto, nem a federação, nem as entidades públicas ligadas ao desporto poderão apregoar méritos. Porque, de facto, não os têm.
Em Portugal, o ténis é tido como uma modalidade elitista e cara, percepção que nada tem a ver com a realidade (hoje, qualquer raqueta de ténis é mais barata que as botas de futebol utilizadas pelos candidatos a cristianos ronaldos de 11 anos).
Por incúria dos seus responsáveis, tem pouco público. Assim sendo, não tem a visibilidade que tem na esmagadora maioria dos países desenvolvidos e, por isso, atrai poucos parceiros externos.
Os candidatos a jogadores vivem rodeados por um mar de dificuldades. O centro de ténias da federação está adiado há anos. São poucos os campos e ainda menos aqueles que têm condições mínimas. A organização do Estoril Open, evento com forte visibilidade mediatica no exterior, reclama anualmente a construção de uma sede para o torneio (andar, todos os anos, a montar estruturas temporárias é rídiculo).
De facto, se Michelle fizer a carreira a que legitimamente aspira, o mérito será dela. E do pai...
Para seguir a sua carreira em Wimbledon, deixo-vos este link.
"All today’s junior matches have been cancelled, including Michelle Larcher de Brito’s (she’s my tip for the top so remember the name – the Portuguese Prodigy, they’ll be calling her in a few years time)."
Michelle compete no Campeonato Júnior e tem sido uma das revelações.
Para a modalidade (uma das minhas favoritas, de resto), ter uma figura com algum relevo internacional é fundamental para atrair practicantes, sponsors e público.
De qualquer maneira, se Michelle tiver sucesso, a única pessoa que em Portugal pode reclamar para si algum do mérito é o pai (e treinador) da tenista. De resto, nem a federação, nem as entidades públicas ligadas ao desporto poderão apregoar méritos. Porque, de facto, não os têm.
Em Portugal, o ténis é tido como uma modalidade elitista e cara, percepção que nada tem a ver com a realidade (hoje, qualquer raqueta de ténis é mais barata que as botas de futebol utilizadas pelos candidatos a cristianos ronaldos de 11 anos).
Por incúria dos seus responsáveis, tem pouco público. Assim sendo, não tem a visibilidade que tem na esmagadora maioria dos países desenvolvidos e, por isso, atrai poucos parceiros externos.
Os candidatos a jogadores vivem rodeados por um mar de dificuldades. O centro de ténias da federação está adiado há anos. São poucos os campos e ainda menos aqueles que têm condições mínimas. A organização do Estoril Open, evento com forte visibilidade mediatica no exterior, reclama anualmente a construção de uma sede para o torneio (andar, todos os anos, a montar estruturas temporárias é rídiculo).
De facto, se Michelle fizer a carreira a que legitimamente aspira, o mérito será dela. E do pai...
Para seguir a sua carreira em Wimbledon, deixo-vos este link.
29.6.07
Favelas
Para perceber. E para mostrar que "favela não é só bandido não"...
Favela Tem Memória
Das favelas para o mundo
Fazendo do Nosso Jeito
Observando
Reportando
Ajudando
Educando
Criando
Estes são apenas alguns exemplos. Quem sabe se um ou outro não poderiam ser aplicados cá, em barros pquenos como a Nazaré, as Malvinas, ou outros? Quem sabe?
Favela Tem Memória
Das favelas para o mundo
Fazendo do Nosso Jeito
Observando
Reportando
Ajudando
Educando
Criando
Estes são apenas alguns exemplos. Quem sabe se um ou outro não poderiam ser aplicados cá, em barros pquenos como a Nazaré, as Malvinas, ou outros? Quem sabe?
A guerra
"Entre 2002 e 2006, foram assassinados no Médio Oriente 729 menores. No mesmo período, foram assassinados no Rio de Janeiro 1857 jovens. É a guerra"
In Público
O Estado Brasileiro resolveu, através da Polícia Federal, cercar hoje a Rocinha e outras quatro favelas do Rio.
In Público
O Estado Brasileiro resolveu, através da Polícia Federal, cercar hoje a Rocinha e outras quatro favelas do Rio.
Gostei
Terça-feira, tive o grato prazer de cumprimentar o Prof. Vírgilio Pereira aquando do lançamento do seu livro. E gostei de ver a sala a abarrotar. Porque se há personalidades a quem esta cidade, e esta Região, devem alguma coisa, ele é uma delas. E é bom que tanta gente o entenda e o demonstre. O resto são tretas.
Post-Scriptum: gostei do aviso implícito no discurso do professor: não me dêem como afastado...
Post-Scriptum: gostei do aviso implícito no discurso do professor: não me dêem como afastado...
E se fosse cá?
Se fosse cá, o que não diriam os paladinos da democracia cá do burgo...
Mas socialistas houve que abriram o queixo em veemente protesto. Os habituais, de resto...
Mas socialistas houve que abriram o queixo em veemente protesto. Os habituais, de resto...
28.6.07
A democracia no seu melhor
O governo (dos) socialista(s) não quer um referendo ao eventual Tratado Europeu. O democrata Cavaco Silva, presidente deste país de matraquilhos, também não.
Os senhores deputados madeirenses querem restringir o acesso do comunicação social - que até nem é hostil à maioria - à Assembleia Legislativa Regional. O primeiro-ministro processa um blogue pelo facto deste ter apresentado factos verdadeiros sobre a formação do líder do governo; o ministro dos Assunto Parlamentares quer que o governo regule a actividade jornalística; o gabinete do PM pressiona jornalistas e directores de jornais; a ministra da educação manda uma associação à vida porque ousou(!) criticar tão sublime inteligência, para além de ter reconduzido uma Directora Regional de Educação especialista em perseguir funcionários de cores partidárias diferentes da sua. Alguns empresários não querem que se saiba que financiaram estudos que contradizem dados do governo, por temerem represálias; o PM quer controlar todas as polícias, bem como o poder judicial.
Enfim, vai bonita esta democracia portuguesa. Vai bonita...
Os senhores deputados madeirenses querem restringir o acesso do comunicação social - que até nem é hostil à maioria - à Assembleia Legislativa Regional. O primeiro-ministro processa um blogue pelo facto deste ter apresentado factos verdadeiros sobre a formação do líder do governo; o ministro dos Assunto Parlamentares quer que o governo regule a actividade jornalística; o gabinete do PM pressiona jornalistas e directores de jornais; a ministra da educação manda uma associação à vida porque ousou(!) criticar tão sublime inteligência, para além de ter reconduzido uma Directora Regional de Educação especialista em perseguir funcionários de cores partidárias diferentes da sua. Alguns empresários não querem que se saiba que financiaram estudos que contradizem dados do governo, por temerem represálias; o PM quer controlar todas as polícias, bem como o poder judicial.
Enfim, vai bonita esta democracia portuguesa. Vai bonita...
O mestre, sempre o mestre a apontar o caminho
"Repito o que lhe disse: quando se perde humanidade não vale a pena ser-se filósofo; se viesse um deus à terra, embora o papel coubesse melhor a um demónio, e lhe trouxesse a verdade, mas com o encargo de levar em troca o amor dos homens, não deveria haver em si outra atitude que não fosse a de recusa. (...)
Entre as palavras e as ideias detesto esta: tolerância. É uma palavra das sociedades morais em face da imoralidade que utilizam. É uma ideia de desdém; parecendo celeste, é diabólica; é um revestimento de desprezo com a agravante de muita gente que o enverga ficar com a convicção de que anda vestida de raios de sol".
Agostinho da Silva, in Sete Cartas a um jovem filósofo.
Entre as palavras e as ideias detesto esta: tolerância. É uma palavra das sociedades morais em face da imoralidade que utilizam. É uma ideia de desdém; parecendo celeste, é diabólica; é um revestimento de desprezo com a agravante de muita gente que o enverga ficar com a convicção de que anda vestida de raios de sol".
Agostinho da Silva, in Sete Cartas a um jovem filósofo.
Passos Perdidos
È lamentável o que foi aprovado na Assembleia Legislativa da Madeira.
O novo regimento é um convite para expulsar os jornalistas do local da notícia.
Infelizmente não é a primeira vez que acontece. Considero que os senhores deputados foram longe de mais. É no mínimo, estranho, que os jornalistas não se possam movimentar com total liberdade na casa da democracia. Se existem dúvidas, por favor, leiam o que diz a Lei de Imprensa. Ainda por cima não faltam deputados juristas.
Artigo 10º 1 – Os jornalistas não podem ser impedidos de entrar ou permanecer (….) quando a sua presença for exigida pelo exercício da respectiva actividade profissional (….).
É um desrespeito pela liberdade de informar e ser informado.
Só aceitaria como, normal, a acreditação de jornalistas. Nunca a liberdade de movimentação nos chamados “passos perdidos” do parlamento.
Há coisas que se percebem, mas não se compreendem. Ainda por cima quando tem o carimbo do primeiro Órgão da Autonomia.
O novo regimento é um convite para expulsar os jornalistas do local da notícia.
Infelizmente não é a primeira vez que acontece. Considero que os senhores deputados foram longe de mais. É no mínimo, estranho, que os jornalistas não se possam movimentar com total liberdade na casa da democracia. Se existem dúvidas, por favor, leiam o que diz a Lei de Imprensa. Ainda por cima não faltam deputados juristas.
Artigo 10º 1 – Os jornalistas não podem ser impedidos de entrar ou permanecer (….) quando a sua presença for exigida pelo exercício da respectiva actividade profissional (….).
É um desrespeito pela liberdade de informar e ser informado.
Só aceitaria como, normal, a acreditação de jornalistas. Nunca a liberdade de movimentação nos chamados “passos perdidos” do parlamento.
Há coisas que se percebem, mas não se compreendem. Ainda por cima quando tem o carimbo do primeiro Órgão da Autonomia.
26.6.07
Roubar aos pobres para dar aos ricos (coitados...)
O governo desta (miserável) república onde vivemos encomendou um estudo para analisar a viabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).Conclusões? As de sempre: é preciso aumentar as taxas moderadoras e acabar com mais algumas isenções (crianças e grávidas, por exemplo); talvez seja necessário criar mais um imposto ou um seguro obrigatório (como se eu já não descontasse obrigatoriamente para o SNS); cortar nas comparticipações, enfim, o normal...
Claro que, prontamente, a guarda avançada neoliberal (liderada pelos obedientes José Gomes Ferreira e Ricardo Costa) deste governo apareceu gritando: aqui d'el rei que o SNS está falido, que é preciso aumentar a comparticipação dos cidadãos, patati, patata. E são apresentados como especialistas. Sim, leram bem: especialistas! Especialistas de quê?, perguntamos nós. De Saúde; de Serviço Social? Não, especialistas de economia.
Ah, ficámos mais esclarecidos.
Ainda assim, resistimos. Com um esforço estóico, assistemos à verborreia destes senhores sobre a imperiosa necessidade do governo português ter de vir ao nosso bolso. Sim senhor, que estamos a ficar velhos (e a velhada custa dinheiro que não temos), que o estado não tem capacidade para nos sustentar, que cada vez mais tratamentos são comparticipados e assim por diante.
E de repente, uma perguntinha inocente: então, se a coisa está assim tão mal, o governo acabará com os benefícios fiscais para os utentes dos sistemas privados de saúde, (que tem como clientes os portugueses com alguma capacidade financeira, como os ditos especialistas, respectivas famílias e - suspeito - restantes pessoas de suas relações e amizade)? Não, porque não pode ser, porque o SNS vai ficar sobrelotado, patati, patata (de novo...).
E nós, macacos, ficamos confusos.
Então: aumentar-os-custos-com-a-saúde-para-os-desgraçados-que-recebem-miseravelmente, tudo bem. Cortar-nos-benefícios-daqueles-que-podem-aceder-a-sistemas-privados (onde me incluo), já não pode ser!
Está bem. Está certo. E esperam estes ilustres espécimes da chico-espertice lusa que alguém os leve a sério. M.... para eles!
A ver passar navios

Para ver em Belém e aqui- http://www.berardomodern.com/ 
Parte da colecção de Arte Moderna Berardo poderia ter ficado cá. No meio do Atlântico. O Governo Regional perdeu a oportunidade. Não teve engenho para negociar com o Comendador. Berardo ainda trouxe à região o arquitecto Frank Gehry para fazer o museu. Ficaria à entrada do Porto (pontinha). O Executivo
optou pela construção da Casa da Mudas. A casa é uma peça de arte, mas é como uma mulher. Bonita, mas despida de conteúdo.

Parte da colecção de Arte Moderna Berardo poderia ter ficado cá. No meio do Atlântico. O Governo Regional perdeu a oportunidade. Não teve engenho para negociar com o Comendador. Berardo ainda trouxe à região o arquitecto Frank Gehry para fazer o museu. Ficaria à entrada do Porto (pontinha). O Executivo
optou pela construção da Casa da Mudas. A casa é uma peça de arte, mas é como uma mulher. Bonita, mas despida de conteúdo.Homenagem ao Malandro (excerto)
Ópera do Malandro?
Tá bonito, isto. Uma autêntica ópera bufa. Ou será a Ópera do Malandro?
(sem desprimor para o Chico Buarque, como é óbvio!)
(aí que vem processo!)
(sem desprimor para o Chico Buarque, como é óbvio!)
(aí que vem processo!)
Tiptoe through the tulips...
Tiptoe to the window, by the window that is where I'll be
Come tiptoe through the tulips with me!
Tiptoe from your pillow, to the shadow of a willow tree
And tiptoe through the tulips with me!
Knee deep in flowers will stray, we'll keep the showers away.
And if I kiss you in the garden, in the moonlight, will you pardon me?
Come tiptoe through the tulips with me!
Come tiptoe through the tulips with me!
Tiptoe from your pillow, to the shadow of a willow tree
And tiptoe through the tulips with me!
Knee deep in flowers will stray, we'll keep the showers away.
And if I kiss you in the garden, in the moonlight, will you pardon me?
Come tiptoe through the tulips with me!
À espera da "OPERAÇÃO ARRASAR"
Às vezes penso que vivo na Madeira.
O Primeiro-Ministro do meu país já anunciou o SIMPLEX como uma espécie de, remédio para todos os males da administração pública portuguesa. Todos os dias faz propaganda da nação tecnológica.
Enfim,…caso nos próximos tempos aterre (só por engano) um marciano neste território, de certeza que ficará estupefacto com o avanço da nação lusitana.
Se for um marciano, desatento, pensará que Portugal ainda não perdeu a vanguarda dos os séculos XV e XVI (época dos descobrimentos).
Caso o Marciano precise de utilizar os serviços do Estado, Sócrates, perderá a credibilidade. Será um líder mentiroso. Algo que por cá já ninguém estranha.
Em causa está uma encomenda com origem no Brasil.
Em três dias percorreu vários Estados (áreas do tamanho de Portugal) das terras de Vera Cruz, atravessou o Oceano Atlântico e chegou a Lisboa. Foi tão rápido como a viagem de Pedro Álvares Cabral em 1500 ao Brasil.
Em Lisboa demorou 3 dias do Cabo Ruivo a Loures (MARL -centro logístico dos correios- cerca de 20km).
De Loures ao Funchal mais 3 dias. Não está mau, se tivermos em conta a tormenta que é apanhar um avião.
O mais grave é cá. Está há 8 dias entre os Correios e a Alfândega. Por acaso, mas é só mesmo por acaso; porque não parece; os Correios e o Posto de Fiscalização da Alfândega até estão instalados no mesmo edifício (2000).
Como o compreendo Senhor Presidente do Governo Regional. Em 2006 anunciou a “OPERAÇÃO ARRASAR”. (espécie de simplex à madeirense).
Espero que não tenha perdido a firmeza. Avance com a operação antes que a burocracia arrase com a economia e com a paciência dos cidadãos.
É uma sugestão para incluir na agenda do seu novo mandato, já que no último, arrsou a oposição.
O Primeiro-Ministro do meu país já anunciou o SIMPLEX como uma espécie de, remédio para todos os males da administração pública portuguesa. Todos os dias faz propaganda da nação tecnológica.
Enfim,…caso nos próximos tempos aterre (só por engano) um marciano neste território, de certeza que ficará estupefacto com o avanço da nação lusitana.
Se for um marciano, desatento, pensará que Portugal ainda não perdeu a vanguarda dos os séculos XV e XVI (época dos descobrimentos).
Caso o Marciano precise de utilizar os serviços do Estado, Sócrates, perderá a credibilidade. Será um líder mentiroso. Algo que por cá já ninguém estranha.
Em causa está uma encomenda com origem no Brasil.
Em três dias percorreu vários Estados (áreas do tamanho de Portugal) das terras de Vera Cruz, atravessou o Oceano Atlântico e chegou a Lisboa. Foi tão rápido como a viagem de Pedro Álvares Cabral em 1500 ao Brasil.
Em Lisboa demorou 3 dias do Cabo Ruivo a Loures (MARL -centro logístico dos correios- cerca de 20km).
De Loures ao Funchal mais 3 dias. Não está mau, se tivermos em conta a tormenta que é apanhar um avião.
O mais grave é cá. Está há 8 dias entre os Correios e a Alfândega. Por acaso, mas é só mesmo por acaso; porque não parece; os Correios e o Posto de Fiscalização da Alfândega até estão instalados no mesmo edifício (2000).
Como o compreendo Senhor Presidente do Governo Regional. Em 2006 anunciou a “OPERAÇÃO ARRASAR”. (espécie de simplex à madeirense).
Espero que não tenha perdido a firmeza. Avance com a operação antes que a burocracia arrase com a economia e com a paciência dos cidadãos.
É uma sugestão para incluir na agenda do seu novo mandato, já que no último, arrsou a oposição.
25.6.07
A ouvir com atenção
A Fnac deu corpo a um projecto que vale bem a pena. Um disco que inclui 17 músicas de 17 bandas ou solistas diferentes, que têm em comum o facto de serem jovens, portugueses com talento (embora muitos cantem em inglês).
O CD custa 3 euros, revertendo as receitas para a AMI. Eis o alinhamento de intérpretes.
1. MazGani
2. Sizo
3. Rita RedShoes
4. Norberto Lobo
5. Cacique'97
6. Dj Ride
7. Freddy Locks
8. Macaco do Chinês
9. Riding Pânico
10. StereoBoy
11. Sean Riley & The Slowriders
12. Ana Free
13. Tettarapadequ
14. Deolinda
15. Rita Braga
16. Marco Franco
17. Lobster
Pessoalmente, não me canso de ouvir o tema "Contado Ninguém Acredita", de Deolinda (é uma banda), Inspiração", dos Macaco do Chinês , "Tip toe through the tulips with me", interpretação giríssima de Rita Braga (gravação sob vinil, parece-me) de uma canção com quase 100 anos (editada pela primeira vez em 1929, autoria da dupla Al Dublin/Joe Burke).
Também gostei de "Bring Your Love", de Mazgani, da guitarra de Norberto Lobo, do "pop" melódico dos Rita RedShoes e de Ana Free e de Sean Riley & The Slowriders.
Sob direcção artística de Henrique Amaro (Antena 3), o projecto merece atenção. Contém alguns dos músicos de que ouviremos falar num futuro próximo.
Depois digam que não avisei!
O CD custa 3 euros, revertendo as receitas para a AMI. Eis o alinhamento de intérpretes.
1. MazGani
2. Sizo
3. Rita RedShoes
4. Norberto Lobo
5. Cacique'97
6. Dj Ride
7. Freddy Locks
8. Macaco do Chinês
9. Riding Pânico
10. StereoBoy
11. Sean Riley & The Slowriders
12. Ana Free
13. Tettarapadequ
14. Deolinda
15. Rita Braga
16. Marco Franco
17. Lobster
Pessoalmente, não me canso de ouvir o tema "Contado Ninguém Acredita", de Deolinda (é uma banda), Inspiração", dos Macaco do Chinês , "Tip toe through the tulips with me", interpretação giríssima de Rita Braga (gravação sob vinil, parece-me) de uma canção com quase 100 anos (editada pela primeira vez em 1929, autoria da dupla Al Dublin/Joe Burke).
Também gostei de "Bring Your Love", de Mazgani, da guitarra de Norberto Lobo, do "pop" melódico dos Rita RedShoes e de Ana Free e de Sean Riley & The Slowriders.
Sob direcção artística de Henrique Amaro (Antena 3), o projecto merece atenção. Contém alguns dos músicos de que ouviremos falar num futuro próximo.
Depois digam que não avisei!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

E às árveres somos nozes!
